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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Em pacientes com síndrome coronariana crônica submetidos à intervenção coronariana percutânea com implante de stent farmacológico, o antiplaquetário de escolha que deve ser associado à aspirina após o procedimento, na maioria dos casos, é o(a)

Gabarito: B

Após uma intervenção coronariana percutânea com implante de stent farmacológico, o paciente costuma ficar em dupla antiagregação plaquetária: aspirina + um inibidor do receptor P2Y12. Na síndrome coronariana crônica, na maioria dos casos, o fármaco de escolha para somar à aspirina é o clopidogrel, porque ele é o padrão mais usado nessa situação e tem boa relação entre eficácia e segurança. Em outras palavras: não é para sair escolhendo o antiagregante mais potente só porque ele parece mais chique no nome. Os agentes mais potentes, como ticagrelor e prasugrel, costumam ter papel mais destacado em contextos de síndrome coronariana aguda, especialmente quando o risco isquêmico é maior. Já na doença coronariana estável/crônica, o clopidogrel é o parceiro habitual da aspirina após o stent farmacológico, salvo situações específicas em que o cardiologista personalize a conduta. A lógica prática é simples: após o stent, você quer reduzir trombose do stent e eventos isquêmicos, mas sem exagerar no risco de sangramento. Por isso, a dupla aspirina + clopidogrel é a escolha clássica na maioria dos pacientes com síndrome coronariana crônica submetidos a ICP. As diretrizes cardiológicas contemporâneas seguem essa linha, reservando alternativas mais intensas para perfis clínicos selecionados.

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