Em pacientes com síndrome coronariana crônica submetidos à intervenção coronariana percutânea com implante de stent farmacológico, o antiplaquetário de escolha que deve ser associado à aspirina após o procedimento, na maioria dos casos, é o(a)
- A)prasugrel.
Prasugrel é mais associado à síndrome coronariana aguda e não é, na maioria dos casos, a escolha padrão na síndrome coronariana crônica.
- B)clopidogrel.
Correta: clopidogrel é o antiplaquetário habitualmente associado à aspirina após ICP com stent farmacológico na síndrome coronariana crônica.
- C)ticagrelor.
Ticagrelor é potente e importante em cenários selecionados, mas não é a escolha rotineira da maioria dos casos nessa situação.
- D)ticlopidina.
Ticlopidina é um antiagregante mais antigo, hoje pouco usado por perfil de efeitos adversos e por ter sido superado por opções melhores.
- E)cilostazol.
Cilostazol não é o P2Y12 de escolha para dupla antiagregação após stent farmacológico nessa indicação.
Gabarito: B
Após uma intervenção coronariana percutânea com implante de stent farmacológico, o paciente costuma ficar em dupla antiagregação plaquetária: aspirina + um inibidor do receptor P2Y12. Na síndrome coronariana crônica, na maioria dos casos, o fármaco de escolha para somar à aspirina é o clopidogrel, porque ele é o padrão mais usado nessa situação e tem boa relação entre eficácia e segurança. Em outras palavras: não é para sair escolhendo o antiagregante mais potente só porque ele parece mais chique no nome. Os agentes mais potentes, como ticagrelor e prasugrel, costumam ter papel mais destacado em contextos de síndrome coronariana aguda, especialmente quando o risco isquêmico é maior. Já na doença coronariana estável/crônica, o clopidogrel é o parceiro habitual da aspirina após o stent farmacológico, salvo situações específicas em que o cardiologista personalize a conduta. A lógica prática é simples: após o stent, você quer reduzir trombose do stent e eventos isquêmicos, mas sem exagerar no risco de sangramento. Por isso, a dupla aspirina + clopidogrel é a escolha clássica na maioria dos pacientes com síndrome coronariana crônica submetidos a ICP. As diretrizes cardiológicas contemporâneas seguem essa linha, reservando alternativas mais intensas para perfis clínicos selecionados.