Sobre a profilaxia antibiótica intraparto para estreptococos do grupo B (GBS), é correto afirmar que
- A)o uso de antibiótico, quando indicado, deverá ser continuado após o parto.
Errada: a profilaxia para GBS é intraparto e, em geral, não deve ser continuada após o parto de forma rotineira.
- B)deverá ser realizada quando é identificado GBS no líquido amniótico por amniocentese.
Errada: GBS identificado em líquido amniótico não é a indicação clássica cobrada; o critério habitual envolve cultura vaginal/retal, bacteriúria por GBS ou antecedente de doença neonatal.
- C)a primeira opção antibiótica em pacientes com cultura positiva é a vancomicina.
Errada: vancomicina não é a primeira opção; em geral, a primeira escolha é penicilina G ou ampicilina, conforme o contexto.
- D)está indicada em pacientes com bacteriúria por GBS no primeiro trimestre.
Certa: bacteriúria por GBS em qualquer momento da gestação indica profilaxia antibiótica intraparto, mesmo se detectada no primeiro trimestre.
- E)a cultura vaginal para GBS negativa é válida por duas semanas.
Errada: uma cultura vaginal negativa para GBS não tem validade de duas semanas; a janela de validade é maior e depende do protocolo obstétrico adotado.
Gabarito: D
A profilaxia antibiótica intraparto para estreptococo do grupo B (GBS) existe para reduzir a transmissão vertical e prevenir sepse, pneumonia e meningite neonatal. A ideia central é simples: se a mãe tem maior chance de colonização significativa, o antibiótico deve ser feito durante o trabalho de parto, e não como tratamento prolongado depois que o bebê nasceu. Ela é indicada, por exemplo, quando há cultura vaginal/retal positiva para GBS na gestação, histórico de filho anterior com doença invasiva por GBS, bacteriúria por GBS em qualquer momento da gestação e em algumas situações de status desconhecido com fatores de risco intraparto. A bacteriúria por GBS funciona como marcador de colonização intensa, então já acende o alerta para profilaxia no parto, mesmo que tenha aparecido no começo da gravidez. Por isso, o gabarito é a letra D: a bacteriúria por GBS no primeiro trimestre já indica profilaxia antibiótica intraparto. Isso está alinhado com as recomendações obstétricas usuais, como as do CDC e as diretrizes de obstetrícia adotadas na prática clínica, que tratam a bacteriúria por GBS como critério de indicação, independentemente da concentração ou do trimestre em que foi detectada. Um detalhe que a banca adora: a profilaxia é intraparto, ou seja, durante o parto. Ela não é mantida rotineiramente após o nascimento, porque o objetivo é reduzir a transmissão no momento do parto, não fazer um tratamento pós-parto prolongado sem indicação específica.