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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Mulher com 34 anos vai à consulta com ginecologista com queixa de corrimento vaginal. No exame físico é observado corrimento amarelado em canal vaginal. Não é observada hiperemia. O pH do meio vaginal é de 6,9 e o teste das aminas é positivo. Diante desses achados, o diagnóstico mais provável é:

Gabarito: E

O quadro descreve uma vaginite com corrimento amarelado, pH vaginal elevado e teste das aminas positivo. Esse trio aponta fortemente para vaginose bacteriana, que acontece quando há desequilíbrio da flora vaginal normal, com redução dos lactobacilos e proliferação de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis. É aquele cenário clássico em que o corrimento pode ser mais discreto do que a queixa sugere, mas o ambiente vaginal já “entregou” o diagnóstico. O pH vaginal acima de 4,5 é um achado bem útil aqui. Na vaginose bacteriana, o meio fica menos ácido porque os lactobacilos diminuem, e isso favorece o teste das aminas positivo, também chamado de teste do odor ou whiff test, que fica positivo quando há liberação de aminas com a adição de KOH. Na prática, isso ajuda muito a diferenciar de candidíase, que costuma manter pH normal e não dá esse odor característico. Outro detalhe importante é a ausência de hiperemia. Isso não fecha diagnóstico sozinho, mas combina com vaginose bacteriana, que geralmente causa menos inflamação do que outras vaginites. Em prova, quando aparecem pH alto, teste das aminas positivo e corrimento sem grande sinal inflamatório, pense primeiro em vaginose bacteriana. É quase o kit “clássico de banca”. O gabarito E está correto porque reúne os achados mais típicos da vaginose bacteriana: corrimento anormal, pH de 6,9 e teste das aminas positivo. Em ginecologia, esse conjunto é muito mais sugestivo do que candidíase ou tricomoníase, e não tem relação com giardíase ou sífilis como causa principal de corrimento vaginal.

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