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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente de 18 anos do sexo feminino, sabidamente portadora de diabetes mellitus tipo I, dá entrada no pronto-socorro com quadro de cetoacidose diabética. Após ressuscitação volêmica inicial, obtêm-se os seguintes exames laboratoriais: pH: 7,05, HCO3: 5, Na: 124, K: 3,1, glicose: 500. A medicação que deve ser associada ao soro fisiológico de hidratação que a paciente recebe por via intravenosa nesse momento é

Gabarito: C

Na cetoacidose diabética, o raciocínio é sempre em etapas: primeiro hidratação, depois correção dos eletrólitos e, por fim, insulina. Isso porque a insulina ajuda a fechar a “porta do açúcar”, mas também empurra o potássio para dentro da célula, podendo piorar uma hipocalemia que já estava escondida ou, como aqui, já está explícita. Neste caso, após a reposição volêmica inicial, o potássio veio em 3,1 mEq/L. Esse valor é baixo e, em cetoacidose, a conduta é repor potássio antes de iniciar insulina intravenosa. Em geral, se o K estiver abaixo de 3,3 mEq/L, você segura a insulina até corrigir o potássio, porque o risco de arritmia vira uma ameaça bem mais chata do que a glicose alta. O bicarbonato não é rotina na cetoacidose. Ele costuma ser reservado para acidose muito grave, tipicamente com pH abaixo de 6,9. Aqui o pH é 7,05, então o foco não é “tampar” a acidose na marra, e sim tratar a causa com volume, potássio e insulina no momento certo. Por isso, a medicação a ser associada ao soro fisiológico nesse momento é o cloreto de potássio. A lógica prática é: primeiro garantir que o coração não vai reclamar da hipocalemia; depois, sim, a insulina entra em cena e resolve o resto.

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