Assinale a opção que descreve corretamente um dos principais objetivos da eletroforese de proteínas séricas (EPS).
- A)Identificar mutações genéticas associadas a hepatopatias crônicas.
Errada: EPS não identifica mutações genéticas, pois isso é papel de testes moleculares e genéticos.
- B)Diagnosticar gamopatias monoclonais, como mieloma múltiplo.
Certa: a EPS é usada para detectar gamopatias monoclonais, como o mieloma múltiplo, pelo pico monoclonal.
- C)Avaliar a função renal por meio da dosagem de fibrinogênio.
Errada: a função renal não é avaliada por fibrinogênio, e a EPS não tem esse objetivo.
- D)Detectar níveis de proteína C reativa em infecções agudas.
Errada: proteína C reativa é marcador inflamatório e não é o alvo principal da EPS.
- E)Determinar a composição lipídica sérica em pacientes com dislipidemia.
Errada: EPS não determina composição lipídica sérica, que é estudada em perfil lipídico.
Gabarito: B
A eletroforese de proteínas séricas (EPS) é um exame que separa as proteínas do soro conforme sua mobilidade elétrica, permitindo observar o padrão das frações principais: albumina, alfa-1, alfa-2, beta e gama. Na prática, ela funciona como uma espécie de “mapa” da proteína no sangue: se alguma fração está aumentada, diminuída ou com formato estranho, isso já acende uma luz para investigação. É um exame muito útil quando o médico suspeita de alterações inflamatórias, hepáticas, renais ou de produção anormal de imunoglobulinas. O grande objetivo cobrado na questão é justamente identificar gamopatias monoclonais, como o mieloma múltiplo. Nesses casos, a EPS pode mostrar o chamado pico monoclonal (ou pico M), que representa a produção excessiva de uma única imunoglobulina por um clone de plasmócitos. Esse achado não fecha diagnóstico sozinho, mas é um passo importante para levantar a suspeita e orientar exames complementares, como imunofixação e estudo de medula óssea. Por isso, a alternativa B está correta: a EPS é uma ferramenta clássica para rastrear e sugerir gamopatias monoclonais. Em provas, sempre que aparecer “pico monoclonal”, “mieloma múltiplo” ou “discrasia de plasmócitos”, pense em EPS como exame de triagem. Não é exame de mutação genética, não mede PCR, não avalia lipídios e tampouco substitui a avaliação renal. Ela olha o perfil proteico, não a vida secreta das enzimas e dos lipídios.