Com relação à avaliação de ácido oxálico (oxalato) na urinálise, o seguinte achado é indicativo de um possível aumento nos níveis de oxalato urinário:
- A)presença de cristais de urato monossódico.
Errada: cristais de urato monossódico se relacionam mais a urina concentrada e podem aparecer em gota ou hiperuricosúria, não sendo marcador típico de oxalato elevado.
- B)presença de cristais de ácido úrico amorfo.
Errada: ácido úrico amorfo sugere urina ácida e pode aparecer em hiperuricosúria, mas não indica aumento de oxalato urinário.
- C)presença de cristais de oxalato de cálcio, especialmente os cristais em forma de "envelope" ou "caixote".
Certa: cristais de oxalato de cálcio, especialmente em forma de envelope ou caixote, são o achado clássico que sugere aumento de oxalato na urina.
- D)presença de cristais de fosfato de cálcio.
Errada: cristais de fosfato de cálcio se associam mais a urina alcalina e não são o sinal clássico de hiperoxalúria.
- E)presença de cristais de cistina.
Errada: cristais de cistina sugerem cistinúria, um defeito no transporte tubular de aminoácidos, sem relação direta com aumento de oxalato.
Gabarito: C
Na urinálise, a presença de certos cristais pode dar uma pista importante sobre distúrbios metabólicos e risco de litíase urinária. Quando o laboratório encontra cristais de oxalato de cálcio, especialmente com a forma clássica de “envelope” ou “caixote”, isso sugere aumento da excreção urinária de oxalato, isto é, hiperoxalúria. É aquele tipo de achado que faz o exame “falar mais do que parece”. O oxalato urinário elevado pode aparecer em situações como ingestão excessiva de oxalato, má absorção intestinal, uso de substâncias precursoras ou alterações metabólicas. Na prática, a urinálise não mede o oxalato diretamente, mas a visualização repetida desses cristais, sobretudo em quantidade aumentada, chama atenção para esse cenário. O gabarito é a letra C porque os cristais de oxalato de cálcio são o achado clássico relacionado ao aumento do oxalato urinário. A forma em envelope é a mais cobrada em prova e costuma aparecer como pista visual direta da possibilidade de hiperoxalúria. As outras alternativas apontam para cristais que podem ocorrer em contextos diferentes, mas não são o marcador típico de aumento de oxalato. Em prova, a banca gosta de misturar cristais “parecidos com pedra”, mas aqui o detalhe morfológico é o que manda.