Os fármacos biológicos efgartigimode, rozanolixizumab, nipocalimab e batoclimab foram aprovados, recentemente, para o tratamento da miastenia gravis. Tais fármacos pertencem ao grupo dos
- A)inibidores de interleucina 6 A.
Errada: inibidores de interleucina 6 são usados em doenças inflamatórias e autoimunes específicas, mas não correspondem a efgartigimode, rozanolixizumab, nipocalimab e batoclimab.
- B)inibidores da fração C5 do complemento terminal.
Errada: bloqueio da fração C5 do complemento terminal é outra estratégia na miastenia gravis, porém com medicamentos diferentes dos citados no enunciado.
- C)anticorpos anti-CD20.
Errada: anti-CD20 atuam sobre linfócitos B e são usados em algumas doenças autoimunes e hematológicas, mas não são a classe desses fármacos.
- D)antirreceptores neonatais para IgG ou antirreceptores Fc neonatais.
Certa: são anticorpos que bloqueiam o FcRn, reduzindo a reciclagem da IgG e, com isso, a quantidade de autoanticorpos circulantes.
- E)antagonista de receptor de interleucina 1.
Errada: antagonistas de receptor de interleucina 1 têm outro alvo imunológico e não têm relação com esses medicamentos para miastenia gravis.
Gabarito: D
A miastenia gravis é uma doença autoimune da junção neuromuscular, em que anticorpos atrapalham a transmissão do impulso nervoso e deixam a musculatura “sem fôlego” com facilidade. Além dos tratamentos clássicos, surgiram fármacos biológicos mais direcionados, e é aí que entram efgartigimode, rozanolixizumab, nipocalimab e batoclimab. Esses medicamentos atuam sobre o receptor neonatal para a fração Fc da IgG, o chamado FcRn. Esse receptor normalmente protege a IgG da degradação, reciclando-a no organismo. Quando você bloqueia o FcRn, a IgG circulante cai, inclusive os autoanticorpos patogênicos que participam da miastenia gravis. Por isso o gabarito é a letra D: eles são antirreceptores neonatais para IgG, ou anti-FcRn. Em linguagem de prova, pense assim: se a doença depende de IgG autoimune, faz sentido usar um remédio que reduza essa IgG na circulação. É uma estratégia bem mais “cirúrgica” do que imunossupressão ampla. As outras alternativas apontam para classes usadas em outras doenças imunológicas, mas não correspondem a esses novos fármacos da miastenia gravis. A banca gosta de misturar nomes parecidos e jogar você para o lado errado, então vale guardar o trio: miastenia gravis, IgG e FcRn.