A hepatite B é um dos cinco tipos de hepatite existentes no Brasil. Entre 2000 e 2023, 36,8% dos casos confirmados de hepatites virais no Sinan são referentes à hepatite B. Trata-se da segunda maior causa de morte entre as hepatites virais, tendo sido responsável por 21,7% dos óbitos relacionados a essas doenças entre 2000 e 2022 (Boletim Epidemiológico, 2024). Na maioria dos casos, a hepatite B não apresenta sintomas e muitas vezes é diagnosticada décadas após a infecção, com sinais relacionados a outras doenças do fígado, como cansaço, tontura, enjoo/vômitos, febre, dor abdominal e icterícia. A principal forma de prevenção é a vacinação. A vacina para hepatite B está sendo indicada para todas as pessoas que ainda não tenham sido vacinadas, de todas as idades. O marcador laboratorial da hepatite B associado a infecção aguda ou crônica e indicativo de alta infectividade é:
- A)anticorpo IgM contra o antígeno do núcleo da hepatite B;
Errada: o anti-HBc IgM sugere infecção aguda recente, mas não é o marcador clássico de alta infectividade.
- B)anticorpo contra o antígeno E da hepatite B;
Errada: o anti-HBe geralmente aparece quando a replicação viral cai, indicando menor infectividade.
- C)anticorpo contra o antígeno de superfície da hepatite B;
Errada: o anti-HBs é marcador de imunidade, seja por vacina ou por infecção passada resolvida.
- D)antígeno de superfície da hepatite B;
Errada: o HBsAg indica infecção atual, mas não define sozinho alta infectividade.
- E)antígeno E da hepatite B.
Certa: o HBeAg está associado à replicação viral intensa e alta infectividade, podendo aparecer na infecção aguda ou crônica.
Gabarito: E
Na hepatite B, os marcadores sorológicos funcionam como um painel de controle da infecção. Alguns mostram contato prévio, outros dizem se a doença está ativa e um deles ajuda a estimar o quanto o vírus está se replicando, ou seja, o potencial de transmissão. O ponto-chave aqui é o antígeno E da hepatite B (HBeAg). Quando ele está presente, isso costuma indicar replicação viral intensa e alta infectividade. Em outras palavras: é um sinal de que o vírus está “trabalhando forte” e com maior chance de passar adiante. Esse marcador pode aparecer tanto na infecção aguda quanto na crônica, especialmente nas fases de maior atividade viral. Por isso, a banca gosta de associá-lo não só à presença da infecção, mas também ao grau de contagiosidade. É um detalhe clássico de prova, daqueles que parecem pequenos, mas caem bastante. Já o anti-HBs indica imunidade, o anti-HBc IgM sugere infecção aguda recente, e o HBsAg mostra infecção em curso, mas não é o melhor marcador de alta infectividade. Assim, o gabarito é o antígeno E da hepatite B.