A confirmação do diagnóstico de síndrome dos anticorpos antifosfolipídios é baseada na identificação dos seguintes autoanticorpos:
- A)anticorpos anticardiolipina, anti β2-glicoproteína 1 e fator de von Willebrand.
Errada, porque fator de von Willebrand não faz parte dos autoanticorpos diagnósticos da SAF.
- B)anticoagulante circulante de tipo lúpico, anticorpos anti-β2 glicoproteína 1 e anticorpos anticardiolipina.
Certa, porque reúne a tríade laboratorial clássica da SAF: anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína 1.
- C)anticorpos anti-DNA, fator reumatoide e anticoagulante de tipo lúpico.
Errada, porque anti-DNA e fator reumatoide são marcadores de outras doenças, não da SAF.
- D)anticorpos antifosfatidilserina, anticorpos anti-β2 glicoproteína 1 e anticorpos anti-DNA.
Errada, porque anticorpos antifosfatidilserina e anti-DNA não compõem os critérios laboratoriais clássicos de confirmação da SAF.
- E)fator reumatoide, anticorpos anti-β2-glicoproteína 1 e anticorpos anticardiolipina.
Errada, porque fator reumatoide não é marcador da SAF e mistura autoanticorpos de outras doenças.
Gabarito: B
A síndrome dos anticorpos antifosfolipídios (SAF) é uma condição em que o corpo produz autoanticorpos que aumentam o risco de trombose e, em muitos casos, complicações obstétricas. Na prática, a confirmação laboratorial clássica se apoia em três marcadores: anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina e anticorpos anti-beta2-glicoproteína 1. É aquele trio que as provas adoram cobrar, como se fosse o elenco fixo da SAF. A ideia é simples: não basta suspeitar clinicamente, o diagnóstico exige persistência laboratorial, geralmente com positividade em duas dosagens separadas por pelo menos 12 semanas, para evitar falsos positivos transitórios. Isso vem dos critérios de classificação internacionalmente aceitos, muito usados na doutrina e na prática clínica, mesmo quando a prova não cobra o nome do consenso. O gabarito B está correto porque reúne exatamente esses três autoanticorpos ligados à SAF: anticoagulante circulante do tipo lúpico, anticorpos anti-beta2 glicoproteína 1 e anticorpos anticardiolipina. Já as outras alternativas misturam autoanticorpos de outras doenças reumatológicas ou até marcadores que não fazem parte da tríade diagnóstica da SAF. Então, se você vir uma questão falando em SAF, pense primeiro nesse trio. É uma memorização muito rentável em prova: anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína 1. O resto costuma ser distração para ver se você cai no truque.