O seguinte achado microscópico sugere atrofia muscular esquelética decorrente de perda de inervação:
- A)fibras atróficas agrupadas.
Certa, porque fibras atróficas agrupadas são o achado clássico de desnervação muscular.
- B)atrofia perifascicular.
Errada, pois atrofia perifascicular é típica de dermatomiosite, não de perda de inervação.
- C)atrofia de fibras do tipo II.
Errada, porque atrofia de fibras do tipo II sugere desuso, corticoterapia ou endocrinopatias, e não desnervação.
- D)infiltrado inflamatório mononuclear.
Errada, já que infiltrado inflamatório mononuclear aponta para miosite inflamatória.
- E)necrose segmentar.
Errada, porque necrose segmentar é mais compatível com miopatia primária do que com atrofia por desnervação.
Gabarito: A
Na atrofia muscular esquelética por perda de inervação, o músculo deixa de receber estímulo nervoso adequado e as fibras vão encolhendo, mas nem todas ao mesmo tempo. O achado microscópico clássico é a presença de fibras atróficas agrupadas, porque as fibras desnervadas ficam pequenas e se distribuem em pequenos conjuntos, em vez de uma perda homogênea. Esse padrão ajuda a diferenciar a desnervação de outras causas de atrofia muscular. Na lesão neurogênica, o problema está no nervo, então o músculo responde com atrofia em grupos. Já em miopatias primárias, o padrão costuma ser outro, com alterações de fibras isoladas, necrose ou inflamação, dependendo da doença. A atrofia perifascicular aponta mais para dermatomiosite, a atrofia de fibras do tipo II é mais ligada a desuso, corticoterapia ou síndrome de Cushing, e infiltrado inflamatório mononuclear sugere miosite inflamatória. Necrose segmentar também fala mais a favor de lesão de fibra muscular primária do que de desnervação. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Em resumo: se a inervação falha, o músculo “paga a conta” com fibras pequenas em agrupamentos, que é a assinatura histológica da atrofia neurogênica.