Na prática diária do laboratório clínico, a técnica mais apropriada para a identificação de fungos filamentosos em amostras clínicas, garantindo maior especificidade e sensibilidade, é
- A)o uso de meio de cultura MacConkey para o isolamento e a identificação de fungos filamentosos.
Errada: o meio MacConkey é seletivo para bacilos Gram-negativos entéricos, não para isolamento e identificação de fungos filamentosos.
- B)a realização de coloração de Gram em amostras clínicas, que é suficiente para identificar fungos filamentosos com precisão.
Errada: a coloração de Gram pode até mostrar estruturas fúngicas em alguns casos, mas não é suficiente nem a técnica mais adequada para identificar fungos filamentosos com precisão.
- C)o emprego do método de Ziehl-Neelsen, que é altamente específico para a identificação de fungos filamentosos.
Errada: Ziehl-Neelsen é usada principalmente para microrganismos álcool-ácido resistentes, como micobactérias, e não para fungos filamentosos.
- D)a aplicação da técnica de aglutinação em látex, que é exclusiva para a identificação de fungos filamentosos em cultura.
Errada: aglutinação em látex é um teste imunológico usado em alguns diagnósticos específicos, mas não é exclusiva nem padrão para identificação de fungos filamentosos em cultura.
- E)o uso do ágar Sabouraud dextrose associado à microscopia com lactofenol azul de algodão para a identificação morfológica.
Certa: o ágar Sabouraud dextrose favorece o isolamento de fungos, e a microscopia com lactofenol azul de algodão permite avaliar a morfologia, que é a base da identificação de muitos fungos filamentosos na prática laboratorial.
Gabarito: E
Na microbiologia clínica, quando a suspeita é de fungo filamentoso, o caminho mais seguro costuma começar pela cultura em meio apropriado e pela observação morfológica ao microscópio. O ágar Sabouraud dextrose é o clássico da fungicultura porque favorece o crescimento de fungos e ajuda a recuperar o agente da amostra clínica. Depois, a microscopia com lactofenol azul de algodão permite ver estruturas como hifas, conídios e outras características morfológicas que ajudam muito na identificação inicial. Em prova e na rotina, isso vale ouro: não adianta usar um meio pensado para bactéria e esperar que o fungo agradeça o convite.