Em relação à Febre Maculosa das Montanhas Rochosas, assinale a afirmativa incorreta.
- A)Doxiciclina é o antibiótico de escolha para o tratamento, tanto por via oral quanto por via intravenosa.
Correta: a doxiciclina é o antibiótico de escolha para a Febre Maculosa das Montanhas Rochosas, inclusive por via oral ou intravenosa, conforme a situação clínica.
- B)A profilaxia antibiótica é a melhor maneira de evitar a infecção por essa bactéria gram-negativa intracelular obrigatório.
Errada: não se recomenda profilaxia antibiótica como melhor forma de prevenção; a prevenção é baseada em evitar exposição e remover precocemente o carrapato.
- C)Diante de uma evidência epidemiológica e clínica, não devemos retardar o tratamento à espera dos resultados de sorologia.
Correta: diante de suspeita clínica e epidemiológica, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, sem aguardar sorologia.
- D)Num período de aproximadamente de quatro a seis horas, o carrapato infectado que se fixa no hospedeiro introduz a bactéria pela saliva.
Correta: a transmissão exige fixação do carrapato por algumas horas antes da inoculação da bactéria pela saliva.
- E)Entre os pacientes internados, as complicações e a mortalidade aumentaram, principalmente, em pacientes que não iniciaram o tratamento antes do quinto dia do início das manifestações clínicas.
Correta: a demora para iniciar o tratamento, especialmente após o quinto dia de sintomas, aumenta complicações e mortalidade.
Gabarito: B
A Febre Maculosa das Montanhas Rochosas é uma infecção grave causada por Rickettsia rickettsii, transmitida por carrapatos. O quadro costuma começar com febre alta, cefaleia, mialgia e, em muitos casos, exantema, e o detalhe mais importante da prova é: suspeita clínica manda mais do que exame laboratorial no início. Se a história epidemiológica e o quadro clínico apontam para a doença, você inicia tratamento sem esperar sorologia, porque o atraso aumenta muito o risco de complicações e morte. O antibiótico de escolha é a doxiciclina, em adultos e crianças, por via oral ou intravenosa, conforme a gravidade e a tolerância do paciente. Isso é clássico e bastante cobrado. Em pacientes internados, o prognóstico piora especialmente quando o tratamento é iniciado tardiamente, em geral após os primeiros dias de sintomas. A alternativa B está errada porque não existe profilaxia antibiótica de rotina como melhor estratégia preventiva. A prevenção é feita principalmente com medidas de evitar picada de carrapato, uso de repelentes, roupas adequadas, inspeção corporal e remoção precoce do carrapato. Em outras palavras: não é sair distribuindo antibiótico por aí; a ideia é cortar a transmissão na origem. Na transmissão, o carrapato costuma precisar ficar fixado por horas para inocular a bactéria, então a retirada precoce ajuda muito. Resumo de prova: suspeitou, trate; use doxiciclina; não espere sorologia; e prevenção é controle do carrapato, não profilaxia antibiótica.