Criança, recém-nato, com transposição dos grandes vasos da base (TGV). A técnica cirúrgica mais fisiológica é a
- A)Jatene.
Certa, porque a operação de Jatene é a troca arterial anatômica e a técnica mais fisiológica para corrigir a TGV no recém-nato.
- B)Senning.
Errada, porque a cirurgia de Senning é um atrial switch e não corrige a transposição de forma anatômica.
- C)Mustard.
Errada, porque a técnica de Mustard também é um atrial switch, com correção funcional e não a mais fisiológica.
- D)Blalock.
Errada, porque a derivação de Blalock não é a cirurgia indicada para corrigir TGV.
- E)Potts.
Errada, porque a operação de Potts é uma anastomose sistêmico-pulmonar usada em outro contexto, não na correção da TGV.
Gabarito: A
A transposição dos grandes vasos da base (TGV) é uma cardiopatia congênita cianótica em que a aorta sai do ventrículo direito e a artéria pulmonar sai do ventrículo esquerdo, criando duas circulações em paralelo. Isso é ruim, porque o sangue oxigenado e o desoxigenado ficam “rodando separados”, e o bebê depende de alguma comunicação entre as circulações, como forame oval, CIA, CIV ou canal arterial, para sobreviver até a correção. Na cirurgia, a técnica mais fisiológica é a de Jatene, também chamada de operação de troca arterial. Ela corrige a anatomia de forma mais natural: reposiciona a aorta e a pulmonar nos ventrículos corretos e reimplanta as coronárias. Em prova, quando a banca fala em TGV no recém-nato e pede a técnica mais fisiológica, pense em Jatene quase como reflexo. As técnicas de Senning e Mustard são “atrial switch”, ou seja, fazem o redirecionamento do fluxo dentro dos átrios. Funcionam como correção paliativa/funcional, mas deixam o ventrículo direito como sistêmico, o que não é o ideal a longo prazo. Já Blalock e Potts são derivações sistêmico-pulmonares clássicas, usadas em outras cardiopatias, não na correção anatômica da TGV. Em resumo: na TGV, a solução mais fisiológica é a correção anatômica precoce com a operação de Jatene, porque devolve a circulação ao arranjo normal e evita que o ventrículo direito fique sustentando a circulação sistêmica. É aquela resposta que a prova gosta porque parece simples, mas cobra a diferença entre corrigir a anatomia e apenas “contornar o problema”.