A melhor abordagem de manejo nutricional em uma criança de um ano de idade, que apresenta diarreia aquosa por três dias, acompanhada de febre e vômitos leves, é:
- A)suspender todas as alimentações até que a diarreia cesse.
Errada, porque suspender a alimentação aumenta o risco de desnutrição e não acelera a resolução da diarreia.
- B)iniciar uma dieta líquida e oferecer soluções de reidratação oral, mas evitar alimentos sólidos.
Errada, porque dieta líquida e exclusão de sólidos reduzem aporte nutricional sem trazer benefício rotineiro na gastroenterite aguda.
- C)manter a alimentação habitual sem restrição à consistência desde o início da diarreia.
Certa, porque a criança deve manter a alimentação habitual conforme tolerância, enquanto recebe reidratação oral se necessário.
- D)oferecer apenas sucos de frutas e bebidas açucaradas para evitar desidratação.
Errada, porque sucos e bebidas açucaradas não fazem boa reidratação e podem piorar a diarreia por efeito osmótico.
- E)prescrever uma fórmula nutricional isenta de leite.
Errada, porque fórmula sem leite não é indicação de rotina na diarreia aguda simples; só teria papel em situações específicas.
Gabarito: C
Na diarreia aguda da criança, a regra de ouro é simples: não “zerar a dieta”. O intestino está irritado, mas continua precisando de energia e nutrientes para a recuperação. Por isso, além da reidratação oral, deve-se manter a alimentação habitual, em pequena quantidade e com mais frequência, conforme tolerância da criança. Em uma criança de 1 ano com diarreia aquosa há 3 dias, febre e vômitos leves, o foco principal é evitar desidratação e perda de peso. Se ela aceita bem, a alimentação pode e deve continuar, sem necessidade de suspender sólidos nem de restringir consistência de forma automática. Leite materno, fórmulas usuais e alimentação complementar devem ser mantidos, salvo orientação específica em situações particulares. A ideia de "dieta líquida" costuma parecer segura, mas na prática empobrece a oferta calórica e pode piorar o estado nutricional. Sucos e bebidas açucaradas também são armadilhas clássicas, porque têm muito açúcar e pouca reposição eletrolítica. Já fórmulas sem leite não são tratamento de rotina para gastroenterite simples. Então o gabarito é a letra C: manter a alimentação habitual, sem restrição à consistência desde o início da diarreia, junto com a hidratação adequada. Isso está alinhado com a orientação pediátrica clássica e com recomendações da OMS/UNICEF para manejo da diarreia aguda infantil, que valorizam reidratação e alimentação precoce.