A violência sexual é um fenômeno multidimensional que afeta todas as classes sociais, raças, etnias e orientações sexuais, e que se constitui como uma das principais formas de violação dos direitos humanos, atingindo o direito à vida, à saúde e à integridade física. Um dos grandes desafios para enfrentar essa violência é a articulação e integração dos serviços e da atenção em saúde, de forma a evitar a revitimização e, acima de tudo, oferecer um atendimento humanizado e integral. A atenção às pessoas em situação de violência sexual é composta por ações intersetoriais que possibilitam o atendimento, proteção, prevenção de novas situações e medidas para possibilitar a responsabilização dos(as) autores(as) da agressão. A droga de escolha para a profilaxia de tricomoníase para a pessoa em condição de violência sexual é:
- A)metronidazol;
Correta, porque o metronidazol é ativo contra Trichomonas vaginalis e é a profilaxia indicada para tricomoníase no contexto de violência sexual.
- B)sulfametoxazol + trimetoprima;
Errada, pois sulfametoxazol + trimetoprima é usado em outras infecções bacterianas, não para tricomoníase.
- C)azitromicina;
Errada, porque azitromicina é mais lembrada na cobertura de clamídia, não de tricomoníase.
- D)doxiciclina;
Errada, já que a doxiciclina também é voltada principalmente para clamídia e outras bacterioses, sem ação de escolha contra Trichomonas.
- E)benzilpenicilina benzatina.
Errada, porque benzilpenicilina benzatina é clássica no tratamento da sífilis, não na profilaxia de tricomoníase.
Gabarito: A
Na violência sexual, a profilaxia das ISTs é parte do atendimento imediato e costuma seguir protocolos do Ministério da Saúde, com medidas para evitar infecções como gonorreia, clamídia, sífilis e tricomoníase, além de contracepção de emergência e vacinação quando indicada. A ideia é simples: tratar o risco antes que a infecção apareça, porque depois fica mais chato, mais caro e mais sofrido para a vítima. A tricomoníase é causada por Trichomonas vaginalis, um protozoário. Por isso, a droga de escolha para profilaxia é o metronidazol, que tem boa ação contra protozoários e é tradicionalmente usado nesses protocolos. Em termos práticos, quando a banca pergunta “profilaxia de tricomoníase”, pense imediatamente em metronidazol. Isso conversa com os protocolos de atenção integral à pessoa em situação de violência sexual, que priorizam atendimento humanizado, prevenção de agravos e redução de danos, sem revitimização. É uma abordagem de saúde pública e de proteção, não apenas de prescrição isolada. Portanto, o gabarito é a letra A, porque o metronidazol é o fármaco indicado para profilaxia de tricomoníase nesse contexto. As demais alternativas lembram antibióticos usados para outras ISTs ou infecções bacterianas, mas não são a escolha para esse protozoário.