A atividade mais adequada, entre as citadas a seguir, de 131Iodo a ser administrada para tratamento do hipertireoidismo de paciente com Doença de Graves que tem captação aumentada de iodo em 24h é
- A)100 mCi.
100 mCi é uma atividade excessiva para o tratamento habitual do hipertireoidismo por Graves e foge do padrão cobrado em provas.
- B)50 mCi.
50 mCi ainda é alta demais para o esquema usual de 131I no hipertireoidismo de Graves.
- C)15 mCi.
15 mCi é a atividade terapêutica compatível com o tratamento do hipertireoidismo por Doença de Graves no contexto da questão.
- D)1 mCi.
1 mCi é muito baixo e não costuma produzir efeito terapêutico adequado para Graves.
- E)0,5 mCi.
0,5 mCi é subdose clara, sem utilidade prática para controlar o hipertireoidismo.
Gabarito: C
No tratamento do hipertireoidismo pela Doença de Graves com iodo-131, a ideia é entregar uma dose suficiente para destruir parte da glândula e controlar a produção hormonal, sem exagerar a ponto de usar uma atividade absurda. Em provas, a lógica costuma ser: doses baixas demais tendem a falhar, e doses muito altas fogem do padrão terapêutico habitual. Para Graves com captação aumentada em 24 horas, a atividade terapêutica usual fica na faixa de dezenas de milicurios, e não em valores minúsculos como 0,5 ou 1 mCi, nem em valores muito altos como 50 ou 100 mCi. A dose de 15 mCi é uma escolha clássica e compatível com o tratamento ablativo/controle do hipertireoidismo em muitos esquemas. Por isso o gabarito é a letra C. Ela representa uma atividade plausível e terapêutica para o cenário descrito. As demais alternativas ou subdosam claramente o iodo radioativo, ou extrapolam de forma incompatível com o uso rotineiro no hipertireoidismo de Graves. Em resumo: se a questão fala em Doença de Graves e pede a atividade de 131I para tratar hipertireoidismo, pense em uma dose terapêutica intermediária, na casa de 10 a 15 mCi, salvo ajuste por protocolo local ou características específicas do paciente.