Paciente com 40 anos foi submetida a histerectomia devido a quadro de sangramento uterino anormal. A análise histopatológica evidenciou adenomiose. Nesse caso, é correto afirmar que:
- A)é necessário tratamento adjuvante;
Errada, porque adenomiose não exige tratamento adjuvante após histerectomia; a cirurgia já é o tratamento definitivo.
- B)a doença está tratada;
Certa, porque a retirada do útero elimina o foco da adenomiose e, em geral, resolve a doença.
- C)deverá fazer hormonioterapia;
Errada, pois hormonioterapia pode ser usada antes da cirurgia ou em casos selecionados, mas não é necessária depois da histerectomia por adenomiose.
- D)é importante rastrear outras lesões;
Errada, porque adenomiose não é lesão precursora de câncer e não impõe rastreio específico de outras lesões por si só.
- E)o colo deveria ter sido poupado.
Errada, já que a indicação de poupar o colo depende da técnica cirúrgica e da avaliação do caso, não sendo uma regra da adenomiose.
Gabarito: B
A adenomiose é a presença de tecido endometrial dentro do miométrio. Ela costuma causar sangramento uterino anormal, cólica e aumento do volume uterino, e o diagnóstico definitivo muitas vezes vem mesmo no exame histopatológico, depois da cirurgia. Não é uma lesão maligna e, quando o útero é retirado, o problema de base fica resolvido. Por isso, em uma paciente que já foi submetida à histerectomia e teve adenomiose confirmada na peça, a doença está tratada. Depois da retirada do órgão acometido, não há indicação automática de hormonioterapia, nem de tratamento adjuvante específico, porque não estamos falando de câncer nem de lesão com necessidade de complemento terapêutico. Na prática, a histerectomia é considerada o tratamento definitivo para adenomiose em pacientes com sintomas importantes e sem desejo reprodutivo. Isso é bem cobrado em prova: retirar o útero resolve a fonte do sangramento e da dor, então a conduta posterior costuma ser apenas seguimento clínico conforme sintomas e recuperação cirúrgica. Então, o gabarito B está correto porque, após a histerectomia, a adenomiose já foi tratada cirurgicamente. O enunciado não sugere nenhuma outra doença associada que exija nova intervenção, e a histologia apenas confirmou o diagnóstico que motivou a cirurgia.