O principal objetivo da dosagem dos anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) é
- A)diagnosticar exclusivamente a doença de Graves.
Errada: anti-TPO não diagnostica exclusivamente a doença de Graves, porque ele é mais ligado à autoimunidade tireoidiana em geral, especialmente Hashimoto.
- B)confirmar o diagnóstico de tireoidite de Hashimoto e monitorar a função tireoidiana durante condições específicas.
Certa: anti-TPO é um marcador de tireoidite autoimune, ajudando a confirmar Hashimoto e a avaliar risco de disfunção tireoidiana em situações específicas.
- C)avaliar a presença de bócio compressivo em homens acima de 60 anos.
Errada: a dosagem de anti-TPO não serve para avaliar bócio compressivo nem tem relação com idade ou sexo como objetivo principal.
- D)determinar o risco de câncer de tireoide em pacientes com bócio nodular.
Errada: anti-TPO não determina risco de câncer de tireoide; para isso, a avaliação é clínica, ultrassonográfica e, quando indicado, citológica.
- E)diagnosticar tireoidite aguda com sinais de inflamação e dor intensa.
Errada: tireoidite aguda dolorosa não é diagnosticada por anti-TPO, já que o quadro costuma ser outro e depende mais da clínica e de marcadores inflamatórios.
Gabarito: B
Os anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) são autoanticorpos dirigidos contra a enzima tireoperoxidase, que participa da síntese dos hormônios tireoidianos. Na prática, eles aparecem com muita força nos quadros de tireoidite autoimune, especialmente na tireoidite de Hashimoto, e também podem estar presentes em doença de Graves. Ou seja: eles não servem para “bater o martelo” em todo e qualquer problema da tireoide, mas são muito úteis quando a suspeita é autoimunidade tireoidiana. Quando a prova fala em “principal objetivo”, ela quer a ideia central do exame: apoiar o diagnóstico de tireoidite autoimune, principalmente Hashimoto. A presença de anti-TPO em um paciente com hipotireoidismo ou bócio difuso favorece bastante esse diagnóstico. Além disso, o exame pode ajudar a identificar pessoas com maior risco de desenvolver disfunção tireoidiana em situações especiais, como gestação ou pós-parto, e em alguns contextos de rastreio de doença autoimune da tireoide. Por isso o gabarito é a letra B. Ela é a única que conversa com o uso clínico real do anti-TPO: confirmar o diagnóstico de tireoidite de Hashimoto e auxiliar na avaliação/monitorização de risco de alteração da função tireoidiana em cenários específicos. As demais alternativas tentam puxar o exame para câncer, bócio compressivo ou tireoidite aguda, mas isso não é papel do anti-TPO. Resumo de prova: anti-TPO = marcador de autoimunidade da tireoide. Se a banca quiser confundir, ela vai trocar “autoimune” por “Graves”, “câncer” ou “inflamação aguda”. Aí você respira, não entra no teatro da alternativa e lembra: o exame aponta para tireoidite autoimune, sobretudo Hashimoto.