A alteração do aparelho cardiovascular no envelhecimento que pode afetar o programa de reabilitação é a redução
- A)do volume sistólico.
O volume sistólico pode até sofrer alterações com o envelhecimento e com o esforço, mas essa não é a característica mais diretamente relacionada ao ajuste do programa de reabilitação.
- B)da capacidade de trabalho.
Correta, porque o envelhecimento reduz a capacidade funcional e a tolerância ao exercício, exigindo adaptação da reabilitação cardiovascular.
- C)da fração de ejeção.
A fração de ejeção costuma ser preservada em muitos idosos saudáveis, então não é a redução clássica cobrada como principal impacto na reabilitação.
- D)da pressão arterial de repouso.
A pressão arterial de repouso não é, em regra, reduzida com o envelhecimento; ao contrário, tende a se manter ou até aumentar pela rigidez arterial.
- E)do volume diastólico final.
O volume diastólico final não é a redução mais característica para definir limitação da reabilitação no envelhecimento, embora possa haver alterações de enchimento ventricular.
Gabarito: B
No envelhecimento, o sistema cardiovascular vai perdendo um pouco da sua capacidade de responder ao esforço. Em geral, o coração continua funcionando em repouso de forma relativamente preservada, mas quando a demanda sobe, ele já não acompanha com a mesma folga de antes. Por isso, um dos achados mais importantes é a redução da capacidade de trabalho, que impacta diretamente o planejamento da reabilitação: intensidade, progressão e pausas precisam ser ajustadas com mais cuidado. A fisiologia ajuda a entender isso. Com a idade, há diminuição da reserva cronotrópica, maior rigidez arterial e menor resposta beta-adrenérgica. O resultado é menos tolerância ao exercício e menor aptidão para atividades mais intensas, mesmo quando a fração de ejeção ou o volume sistólico em repouso não estão dramaticamente alterados. Na prática, a reabilitação cardiovascular em idosos deve considerar essa reserva funcional menor. O foco é treinar com segurança, respeitando sintomas, frequência cardíaca, percepção de esforço e evolução gradual. A ideia não é "poupar demais", mas sim adaptar a carga ao novo teto fisiológico do paciente. Por isso o gabarito é a letra B. A alteração mais relevante para o programa de reabilitação é a redução da capacidade de trabalho, e não necessariamente uma queda isolada de parâmetros como fração de ejeção ou pressão arterial de repouso.