Segundo a classificação de Neer para as fraturas da extremidade distal da clavícula, as que se apresentam desviadas, com o ligamento conoide rompido e o trapezoide intacto, são classificadas como do tipo
- A)I.
Errada, porque o tipo I corresponde a fratura distal estavel, geralmente pouco desviada e com os ligamentos coracoclaviculares preservados.
- B)II.
Errada, porque o tipo II e a categoria geral das fraturas instaveis, mas o enunciado pede o subtipo especifico, nao apenas a classe ampla.
- C)II A
Errada, porque o tipo II A nao e o padrao descrito com ruptura do conoide e trapezoide intacto.
- D)II B.
Certa, porque a ruptura do ligamento conoide com o trapezoide preservado caracteriza o tipo II B de Neer.
- E)III
Errada, porque o tipo III envolve outra relacao anatomica com a superficie articular e nao essa combinacao ligamentar do enunciado.
Gabarito: D
As fraturas da extremidade distal da clavícula caem muito em prova porque a banca adora trocar um ligamento pelo outro e ver se voce pisca. Na classificacao de Neer, o ponto central e a relacao da fratura com os ligamentos coracoclaviculares, principalmente o conoide e o trapezoide, porque isso define se a fratura e estavel ou instavel. No tipo II, a fratura costuma ser desviada e perde a estabilidade. Quando o ligamento conoide esta rompido e o trapezoide permanece intacto, estamos diante do subtipo II B. E justamente a combinacao que deixa a clavicula medial sem o principal freio vertical, favorecendo deslocamento superior do fragmento medial. Ja o tipo II A tem outro desenho anatomico, com diferenca na integridade desses ligamentos, e o tipo I e o III sao padroes diferentes de localizacao e estabilidade. Em prova, a leitura deve ser quase de detetive: quem rompeu, quem ficou inteiro e onde a fratura passou. Por isso, o gabarito e a letra D. A descricao do enunciado - fratura desviada, com ligamento conoide rompido e trapezoide intacto - corresponde exatamente ao tipo II B na classificacao de Neer.