O acometimento da área postrema em uma paciente com doença do espectro da neuromielite óptica desencadeará náuseas, vômitos incoercíveis e soluços. Essa área está localizada no
- A)III ventrículo.
Errada, porque o III ventrículo pertence ao diencéfalo e não é a localização da área postrema.
- B)IV ventrículo.
Certa, porque a área postrema fica no assoalho do IV ventrículo, na medula oblonga.
- C)mesencéfalo.
Errada, porque o mesencéfalo não abriga a área postrema.
- D)diencéfalo.
Errada, porque o diencéfalo se relaciona ao III ventrículo, não à área postrema.
- E)núcleo subtalâmico.
Errada, porque o núcleo subtalâmico é uma estrutura do sistema extrapiramidal, sem relação com a área postrema.
Gabarito: B
A área postrema fica no tronco encefálico e funciona como uma das chamadas zonas gatilho de vômito. Por isso, quando ela é acometida na doença do espectro da neuromielite óptica, a paciente pode ter náuseas, vômitos incoercíveis e soluços persistentes - um quadro bem característico e que costuma chamar atenção na prova. Aqui a banca quer que você saiba a localização anatômica dessa estrutura, e não apenas a manifestação clínica. O ponto-chave é este: a área postrema está no assoalho do quarto ventrículo, na porção dorsal da medula oblonga. Em outras palavras, ela pertence ao entorno do IV ventrículo, e não ao III ventrículo nem a estruturas mais altas do encéfalo. É um detalhe anatômico pequeno, mas com grande valor prático, porque a síndrome da área postrema é um achado clássico da doença do espectro da NMOSD. Na neuromielite óptica, lesões por anticorpos anti-AQP4 podem atingir regiões ricas em astrócitos, e a área postrema é uma delas. Daí os sintomas em “combo” de enjoo, vômito e soluço, frequentemente sem outra explicação gastrointestinal aparente. Ou seja: se a prova citar esses sintomas juntos, pense logo no IV ventrículo e no tronco encefálico. Resumo de prova: área postrema, vômitos e soluços, localização no IV ventrículo. A alternativa B está correta porque a área postrema fica na região do quarto ventrículo, especialmente no assoalho bulbar, e não em ventrículos superiores ou em outras partes do encéfalo.