O treinamento neuroevolutivo usado na reabilitação do AVE enfatiza
- A)padrões sinérgicos.
Errada, porque o neuroevolutivo não enfatiza padrões sinérgicos, e sim a redução das sinergias anormais do AVE.
- B)padrões espirais diagonais.
Errada, porque padrões espirais diagonais são mais associados à facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), não ao Bobath.
- C)estímulos táteis nas extremidades.
Errada, porque estímulos táteis nas extremidades podem ser usados como recurso, mas não são a essência do treinamento neuroevolutivo.
- D)inibição de tônus e postura anormais.
Certa, porque o método Bobath enfatiza a inibição de tônus e postura anormais para favorecer movimento mais funcional.
- E)facilitação neuromuscular proprioceptiva.
Errada, porque a facilitação neuromuscular proprioceptiva é uma técnica diferente, com outra lógica de padrões e facilitação.
Gabarito: D
O treinamento neuroevolutivo, muito associado ao conceito Bobath, é uma abordagem clássica da reabilitação do AVE. A ideia central não é “forçar” o movimento com padrões prontos, mas facilitar movimentos mais funcionais e, principalmente, reduzir as alterações de tônus e de postura que atrapalham o controle motor. Na prática, você vai ver essa proposta tentando inibir sinergias anormais, espasticidade e posturas compensatórias típicas do paciente pós-AVE. Depois disso, o terapeuta facilita reações mais adequadas de alinhamento, equilíbrio e movimento seletivo. É quase como “desprogramar o atalho ruim” e ajudar o corpo a reaprender um caminho melhor. Por isso o gabarito é a letra D: o treinamento neuroevolutivo enfatiza a inibição de tônus e postura anormais. Essa é a marca doutrinária do método Bobath, que busca normalizar o controle postural e motor para permitir função mais eficiente. Cuidado para não confundir com técnicas que valorizam padrões em diagonal ou propriocepção, porque isso remete a outras abordagens da fisioterapia neurológica, não ao foco principal do neuroevolutivo clássico.