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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Uma gestante realiza ultrassonografia de rotina e, após o achado, seu obstetra solicita uma ressonância magnética nuclear (RMN) para melhor avaliar o feto. A paciente se sente bastante receosa pelos possíveis riscos desse exame para o seu filho. Sobre esse exame na gravidez, é correto afirmar que:

Gabarito: B

Na gestação, a ressonância magnética nuclear (RMN) entra como exame complementar da ultrassonografia, principalmente quando o ultrassom não conseguiu esclarecer bem uma suspeita fetal. O ponto tranquilo aqui é que a RMN não usa radiação ionizante, então, em geral, é considerada segura na gravidez quando bem indicada, especialmente após o primeiro trimestre. Ela ajuda bastante na avaliação do sistema nervoso central, tórax, abdome e algumas situações complexas, como a hérnia diafragmática congênita. Ou seja, a RMN não está ali para "aposentar" o ultrassom, mas para dar uma visão mais detalhada quando a imagem por USG fica limitada. A alternativa B está correta porque a RMN tem sim limitações para malformações esqueléticas. Isso ocorre porque a avaliação do esqueleto fetal depende muito da ossificação e do detalhe anatômico, áreas em que o ultrassom costuma ser melhor e mais prático. Em outras palavras: para os ossos, o ultrassom continua sendo o aluno aplicado da sala. Atenção ao gadolínio: ele atravessa a barreira placentária e, por isso, não é recomendado de rotina na gestação, sendo reservado apenas para situações excepcionais. Em prova, a lógica é essa: RMN pode complementar, mas não substitui o ultrassom e tem seus limites, especialmente no estudo do esqueleto fetal.

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