Entre as opções a seguir, assinale aquela que também é conhecida por levar a encurtamento do intervalo QT ao eletrocardiograma.
- A)ação digitálica.
Certa, porque a ação digitálica é classicamente associada ao encurtamento do intervalo QT no ECG.
- B)alcalose metabólica.
Errada, porque a alcalose metabólica se associa mais a alterações eletrolíticas que tendem a favorecer prolongamento do QT, não encurtamento.
- C)administração de antipsicóticos, como haloperidol.
Errada, porque antipsicóticos como haloperidol são conhecidos por prolongar o QT e aumentar o risco de torsades de pointes.
- D)prescrição de “kit covid”, com cloroquina e azitromicina.
Errada, porque cloroquina e azitromicina podem prolongar o QT, motivo de alerta para arritmias.
- E)hipotermia.
Errada, porque a hipotermia costuma prolongar a repolarização e, portanto, alongar o QT.
Gabarito: A
O intervalo QT representa, de forma simplificada, o tempo que o ventrículo leva para despolarizar e repolarizar. Quando ele encurta, você pensa em situações que aceleram a repolarização ou reduzem o tempo elétrico ventricular. Na prática de prova, isso aparece muito em intoxicação digitálica, uma pista clássica de ECG. A ação digitálica costuma reduzir o QT e ainda pode deixar o traçado com aquele aspecto mais característico, como o "scooping" do segmento ST. Já os demais itens da lista caminham no sentido oposto. Antipsicóticos como haloperidol e fármacos do chamado "kit covid" podem prolongar o QT e aumentar o risco de torsades de pointes. A hipotermia também tende a prolongar a repolarização, e a alcalose metabólica costuma se associar mais a distúrbios eletrolíticos que favorecem prolongamento do QT, especialmente quando há hipocalemia. Então, se a banca pergunta o que é conhecido por encurtar QT, a associação mais clássica e cobrada é a ação digitálica. É um daqueles temas em que a FGV gosta de misturar medicamentos que mexem com o QT para ver se você distingue quem encurta de quem prolonga.