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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo feminino, de 65 anos, portadora de artrite reumatoide descompensada, apresenta hiperemia localizada em conjuntiva escleral de aspecto nodular, de coloração violácea, de forte intensidade dolorosa à compressão, fixa e sem sinais de processo inflamatório intraocular. Diante desse quadro clínico, a provável patologia apresentada pode ser diagnosticada como:

Gabarito: B

Em artrite reumatoide descompensada, uma causa ocular clássica e importante é a esclerite. Ela costuma aparecer como uma hiperemia localizada, mais profunda, muitas vezes em tom violaceo, com dor intensa e sensibilidade à palpação. Não é aquela vermelhidão “de superfície” que melhora com colírio vasoconstritor; aqui o problema está na esclera, e a dor geralmente chama atenção. A esclerite pode ser anterior ou posterior, e a forma anterior nodular é bem lembrada em prova porque pode formar um nódulo doloroso, fixo e muito desconfortável. Além disso, pode ocorrer em doenças autoimunes, especialmente artrite reumatoide, vasculites e outras colagenoses. Em geral, não há sinais de inflamação intraocular, o que ajuda a separar do quadro de uveíte. O ponto-chave da questão está justamente na descrição: hiperemia nodular, violacea, dolorosa à compressão e sem acometimento intraocular. Isso combina com inflamação escleral, não com conjuntivite ou blefarite, que costumam ser mais superficiais e menos dolorosas. Também não é ceratite, porque nesta haveria comprometimento corneano, fotofobia e alteração da córnea. Em provas de oftalmologia da FGV, vale decorar essa associação: artrite reumatoide + dor ocular intensa + lesão violacea localizada = pense em esclerite. É o tipo de quadro que não pede colírio “para olho vermelho qualquer”, e sim avaliação especializada rápida, porque pode ser grave e associada a doença sistêmica ativa.

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