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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Um recém-nascido apresenta genitália ambígua ao nascimento. O cariótipo tem resultado 46,XY. A investigação diagnóstica mais apropriada para determinar a causa do Distúrbio do Desenvolvimento Sexual nesse paciente, entre as seguintes, é

Gabarito: C

Em um recém-nascido com genitália ambígua e cariótipo 46,XY, a pergunta central não é apenas “qual hormônio pedir?”, mas sim “qual é a sequência correta de investigação para entender onde o desenvolvimento sexual saiu do trilho”. Nesses casos, a avaliação deve ser integrada, juntando exame clínico detalhado, dosagens hormonais, imagem para pesquisar estruturas internas e estudo genético quando necessário. É o clássico cenário em que olhar só para um pedaço da história costuma levar ao diagnóstico errado. A genitália externa, a presença ou ausência de útero na ultrassonografia e os níveis hormonais ajudam a separar as grandes causas: defeitos na produção de testosterona, problemas na ação androgênica, alterações na conversão de testosterona em DHT e até síndromes de insensibilidade aos andrógenos. O sequenciamento por NGS entra como uma ferramenta moderna e útil para ampliar a investigação genética, especialmente quando o quadro clínico e os exames iniciais não fecham o diagnóstico sozinho. Por isso, o gabarito é a letra C: ela descreve a abordagem mais completa e apropriada para o Distúrbio do Desenvolvimento Sexual. Em DSD, a conduta correta é pensar em conjunto, não em um exame “mágico” isolado. A prática recomendada em genética médica e endocrinologia pediátrica é justamente essa avaliação multidisciplinar, porque o fenótipo sozinho não define a causa. As outras alternativas tentam simplificar demais ou apontam condutas inadequadas. Em prova, desconfie quando a opção parece resolver um caso complexo com um único teste ou já pula para tratamento definitivo sem diagnóstico etiológico.

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