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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Em relação à insuficiência cardíaca descompensada, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: D

Na insuficiência cardíaca descompensada, a lógica do tratamento depende muito do perfil hemodinâmico do paciente: se ele está congesto, o diurético entra para “desafogar”; se está hipertenso ou com edema agudo de pulmão, vasodilatadores podem ser úteis; e, depois que a poeira baixa, entram as drogas que mudam o prognóstico. Aqui a FGV quer cobrar justamente essa diferença entre aliviar sintomas na fase aguda e tratar a doença de forma crônica. Os betabloqueadores são remédios importantes na insuficiência cardíaca crônica, mas não são a primeira aposta na fase aguda descompensada se o paciente está instável ou com sinais de hipoperfusão. Diurético tiazídico também não costuma ser preferência inicial, porque a furosemida é o clássico da congestão aguda. Já o nitroprussiato de sódio pode ser usado em vários cenários de descompensação com hipertensão e congestão, não apenas em crise hipertensiva. O ponto central do gabarito é a espironolactona. Os antagonistas da aldosterona, como a espironolactona, quando adicionados ao tratamento de base com IECA e betabloqueador em pacientes selecionados com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, melhoram desfechos e sobrevida. Isso faz parte do arsenal que reduz mortalidade, não apenas sintomas. Por fim, análogos de eritropoetina em pacientes com anemia até podem corrigir números do hemograma, mas não mostraram melhora de sobrevida global na insuficiência cardíaca. Ou seja: melhorar exame laboratorial não é a mesma coisa que salvar mais vidas, e a prova adora essa troca de papéis.

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