Em relação ao exame parasitológico de fezes, assinale a afirmativa correta.
- A)As amostras devem ser coletadas em dias sequenciais ou alteradas e devem ser no mínimo de 3 (três) amostras.
Correta, porque a coleta de 3 amostras em dias alternados ou sequenciais aumenta a sensibilidade do exame diante da eliminação intermitente de parasitos.
- B)É permitida a coleta de uma única amostra de fezes e dividir esta única amostra em 3 (três) frascos.
Errada, porque dividir uma única amostra em vários frascos não substitui novas coletas em dias diferentes e não melhora de forma adequada a sensibilidade.
- C)Uma única amostra de fezes é o suficiente para detecção de parasitas nos pacientes assintomáticos.
Errada, pois uma única amostra pode ser falsa-negativa, especialmente em pacientes assintomáticos, em que a eliminação de parasitos pode ser pequena e intermitente.
- D)Uma amostra de fezes é o número ideal para detecção de parasitas nos pacientes sintomáticos.
Errada, porque mesmo em pacientes sintomáticos uma única amostra não é o número ideal; o exame fica mais confiável com coletas repetidas.
- E)Amostra aquosa ou liquefeita é inadequada para a realização do exame parasitológico de fezes e deve ser rejeitada.
Errada, porque fezes aquosas ou liquefeitas não são necessariamente rejeitadas e podem, inclusive, ser úteis em algumas situações de investigação parasitológica.
Gabarito: A
O exame parasitológico de fezes não costuma “capturar” tudo em uma única coleta, porque a eliminação de ovos, cistos e larvas pode ser intermitente. Por isso, a orientação clássica é colher pelo menos 3 amostras em dias alternados ou sequenciais, aumentando a chance de encontrar o parasito. É aquele tipo de exame em que a repetição ajuda mais do que a torcida. A lógica é simples: o intestino não libera os parasitos de forma uniforme todos os dias. Em alguns momentos há mais eliminação, em outros menos, então uma amostra isolada pode vir negativa mesmo com infecção presente. Esse é o fundamento doutrinário mais cobrado em provas de parasitologia clínica. Além disso, fezes líquidas ou aquosas não são, por si só, motivo para rejeição do material. Em muitos casos, justamente por serem amostras de diarreia, elas podem até ser úteis para pesquisar formas móveis de protozoários, embora a avaliação dependa do método e da conservação. Ou seja: o problema aqui não é ser líquida, e sim o candidato achar que uma coleta basta. Assim, o gabarito está correto porque o exame parasitológico de fezes tem melhor rendimento com, no mínimo, 3 amostras coletadas em dias alternados ou sequenciais. Essa é a conduta padrão ensinada em parasitologia e em rotinas laboratoriais, sem uma regra legal específica, mas com forte respaldo técnico e assistencial.