A dosagem do ácido metilmalônico é útil na avaliação da deficiência de:
- A)ácido fólico.
Errada: a deficiência de ácido fólico não aumenta o ácido metilmalônico, embora também possa causar anemia megaloblástica.
- B)vitamina B12.
Certa: o ácido metilmalônico se eleva na deficiência de vitamina B12 por falha no metabolismo da metilmalonil-CoA.
- C)vitamina A.
Errada: vitamina A não tem relação com esse marcador laboratorial.
- D)vitamina D.
Errada: vitamina D não é avaliada por ácido metilmalônico e sua deficiência é investigada por outros exames.
- E)vitamina E.
Errada: vitamina E não se relaciona com a dosagem de ácido metilmalônico na prática clínica.
Gabarito: B
O ácido metilmalônico é um marcador clássico para investigar deficiência de vitamina B12. Quando falta B12, a conversão de metilmalonil-CoA em succinil-CoA fica prejudicada, e o ácido metilmalônico se acumula no sangue e na urina. É como um alarme metabólico bem útil: se ele sobe, a suspeita de deficiência de B12 ganha força. Isso ajuda especialmente quando o quadro ainda está meio “morno”, com anemia megaloblástica inicial ou sintomas neurológicos, e a dosagem de B12 sérica pode não ser tão esclarecedora. Em outras palavras, o ácido metilmalônico é mais sensível para detectar deficiência funcional de B12. Já no déficit de folato, esse marcador não costuma se elevar, porque o folato não participa dessa reação específica. Por isso, a questão costuma explorar exatamente essa diferença: folato e B12 podem até se parecer na anemia megaloblástica, mas o ácido metilmalônico aponta para a B12. Então, o gabarito é a alternativa B, porque a dosagem do ácido metilmalônico é útil na avaliação da deficiência de vitamina B12, e não de ácido fólico ou das vitaminas A, D e E.