Diversos fatores patogênicos interagem causando a formação de cálculos renais. Entre os fatores de risco, estão idade mais avançada, sexo masculino, obesidade e histórico familiar. Sua incidência depende de fatores geográficos, étnicos, alimentares e genéticos, além de associação com outras patologias sistêmicas. A patologia elencada abaixo que representa uma doença considerada um fator de risco para urolitíase é:
- A)lúpus eritematoso sistêmico;
Lúpus pode afetar o rim, mas não é a associação clássica de risco para formação de cálculos renais cobrada nesse contexto.
- B)colelitíase;
Colelitíase é pedra na vesícula, não um fator típico de risco para urolitíase renal.
- C)SIDA;
SIDA pode se associar a nefropatias e infecções, mas não é a doença clássica lembrada como fator de risco direto para cálculo renal.
- D)doença de Crohn;
Correta: a doença de Crohn pode causar hiperoxalúria entérica e aumentar o risco de cálculos de oxalato de cálcio.
- E)pancreatite crônica.
Pancreatite crônica pode gerar má absorção, mas a associação mais clássica e cobrada como fator de risco para urolitíase nesta questão é Crohn.
Gabarito: D
A urolitíase é multifatorial: idade, sexo masculino, obesidade, dieta e genética influenciam, mas algumas doenças sistêmicas também aumentam bastante o risco. O ponto-chave aqui é lembrar das condições que favorecem desidratação, alteração do pH urinário ou aumento da absorção/excreção de substâncias que formam cálculo. Na doença de Crohn, especialmente quando há acometimento do íleo ou ressecção intestinal, ocorre má absorção de sais biliares e de gordura. Isso reduz a ligação do oxalato no intestino e aumenta sua absorção, gerando hiperoxalúria entérica. Resultado prático: mais oxalato na urina e maior chance de cálculo de oxalato de cálcio. Além disso, diarreia crônica e perda de bicarbonato podem concentrar a urina e favorecer litíase. Ou seja, Crohn é uma das associações clássicas com cálculo renal, e a banca costuma cobrar justamente essa ponte entre intestino e rim. As demais alternativas podem até coexistir com sintomas urinários em outros contextos, mas não são o exemplo clássico de fator de risco para urolitíase cobrado aqui. Se você pensar em Crohn, pense em má absorção, hiperoxalúria e pedra renal andando de mãos dadas.