Em relação ao exame de cariótipo com banda G, é correto afirmar que
- A)o cariótipo com banda G é um exame de sequenciamento genético capaz de diagnosticar a presença de alterações fenotípicas não detectadas geneticamente.
Errada: cariótipo com banda G não é sequenciamento genético e não diagnostica fenótipo por leitura de DNA, mas sim alterações cromossômicas visíveis ao microscópio.
- B)o cariótipo com banda G destina-se à identificação dos cromossomos e de suas diferentes regiões, tendo por base sua morfologia e tamanho e a presença de bandas, permitindo a detecção de aberrações numéricas e/ou estruturais, equilibradas ou não equilibradas.
Certa: descreve corretamente a identificação dos cromossomos por morfologia, tamanho e bandas, com detecção de alterações numéricas e estruturais.
- C)o cariótipo consiste na análise de cromossomos de células que entraram em divisão e foram bloqueadas em telófase.
Errada: o cariótipo é feito em células bloqueadas em metáfase, não em telófase.
- D)o exame está indicado para detecção do câncer hereditário, para avaliar o grau de desenvolvimento neuropsicomotor em crianças normais e a infertilidade em idade avançada.
Errada: o exame não é indicado para “câncer hereditário” nem para avaliar desenvolvimento neuropsicomotor em crianças normais, e a infertilidade é avaliada conforme suspeita clínica, não por esses critérios genéricos.
- E)o cariótipo pode ser feito a partir de plasmócitos do sangue periférico que entraram em divisão na fase anáfase.
Errada: o cariótipo não é feito a partir de plasmócitos nem na fase anáfase; usa-se, em geral, linfócitos do sangue periférico em metáfase.
Gabarito: B
O cariótipo com banda G é um exame clássico de citogenética, usado para observar os cromossomos em metáfase, com coloração que evidencia um padrão de bandas característico. Isso permite identificar cada cromossomo pela sua morfologia, tamanho e desenho das bandas, como se fosse uma “impressão digital” cromossômica. É justamente por isso que ele é útil para detectar alterações numéricas, como trissomias e monossomias, e também alterações estruturais, como deleções, duplicações, inversões e translocações. O ponto central aqui é que o exame não é sequenciamento genético. Sequenciamento lê a sequência de DNA; o cariótipo olha os cromossomos como um todo, em nível microscópico, então sua resolução é menor, mas ele é ótimo para alterações grandes. Por isso, a alternativa B está correta: ela descreve exatamente a finalidade do cariótipo com banda G. Já a análise correta do material exige células em divisão, geralmente bloqueadas em metáfase com colchicina ou substância semelhante, porque é nessa fase que os cromossomos ficam mais condensados e visíveis. Telófase e anáfase não são as fases usadas para a leitura do cariótipo, e plasmócitos também não são a base do exame. Em prova, pense assim: cariótipo vê “o mapa dos cromossomos”, não a “sequência das letras”.