A detecção de anticorpos IgM em uma única amostra de soro do paciente permite inferir que
- A)a infecção ocorreu há muito tempo.
Errada: infecção antiga costuma se associar mais a IgG do que a IgM.
- B)o paciente já foi imunizado contra o vírus.
Errada: imunização prévia geralmente leva à presença de IgG, não de IgM isoladamente.
- C)a infecção é recente.
Certa: IgM é o primeiro anticorpo a aparecer e sugere infecção recente.
- D)o paciente possui níveis elevados de memória imunológica.
Errada: memória imunológica está mais ligada à resposta com IgG e linfócitos de memória, não à IgM isolada.
- E)a presença de IgG é predominante.
Errada: em infecções antigas ou pós-vacinação, o padrão predominante tende a ser IgG, não IgM.
Gabarito: C
Na sorologia, o tipo de anticorpo ajuda muito a contar a história da infecção. Em geral, a IgM aparece primeiro, logo no começo da resposta imune, então sua presença costuma apontar para um contato recente com o agente infeccioso. Já a IgG tende a surgir depois e permanece por mais tempo, funcionando como uma espécie de "memória" do organismo. Por isso, detectar IgM em uma única amostra de soro permite inferir que a infecção é recente. É como ver a foto do início do evento: ainda não dá para dizer tudo, mas já indica que a resposta imune está em fase aguda ou muito próxima dela. Claro que a interpretação ideal sempre depende do contexto clínico e do exame laboratorial completo, porque um resultado isolado nunca conta a história inteira sozinho. Mesmo assim, em prova, a regra clássica é direta: IgM sugere infecção recente; IgG sugere infecção passada ou imunização prévia. Então o gabarito C está correto porque a presença de IgM, em amostra única, é marcador sorológico de fase inicial da infecção. As demais alternativas tentam trocar a cronologia da resposta imune, e aí a questão pega quem confunde IgM com memória imunológica ou com proteção de longo prazo.