Assinale o método diagnóstico mais sensível, entre os citados, para detectar um microadenoma hipofisário produtor de ACTH.
- A)SPECT.
SPECT não é o exame mais sensível para detectar microadenoma hipofisário produtor de ACTH, porque tem resolução limitada para lesões tão pequenas.
- B)RMN com sequências de alta resolução e contrastada com gadolínio.
Correta: a RMN de sela túrcica com sequências de alta resolução e contraste com gadolínio é o melhor método de imagem para identificar microadenomas hipofisários.
- C)Dosagem de ACTH ou prolactina no sangue.
Dosagens hormonais ajudam a confirmar hiperfunção endócrina, mas não são método de imagem nem localizam o microadenoma com precisão.
- D)Teste de supressão com metilprednisolona.
O teste de supressão avalia resposta hormonal do eixo, mas não detecta diretamente o tumor hipofisário.
- E)PET-CT com cortisol marcado radioativamente.
PET-CT com cortisol marcado não é exame padrão nem o mais sensível para microadenoma hipofisário produtor de ACTH.
Gabarito: B
Quando a suspeita é de um microadenoma hipofisário produtor de ACTH, o exame que mais ajuda a enxergar lesões pequenas é a ressonância magnética da sela túrcica com contraste, especialmente com sequências de alta resolução. Isso porque microadenomas podem passar batidos em exames menos detalhados, e o gadolínio melhora muito o contraste entre a hipófise normal e o tumorzinho, que costuma ser discreto e fácil de esconder. Na prática, a RMN é o método de imagem de escolha para localizar o foco hipofisário na doença de Cushing. Ela não é perfeita, porque microadenomas podem ser muito pequenos, mas entre as opções dadas é disparado o exame mais sensível. É aquele clássico da prova: quando o enunciado fala em lesão hipofisária pequena, pense em imagem anatômica fina, não em exame funcional de sangue ou em medicina nuclear “de alto glamour”. As alternativas com dosagens hormonais servem para triagem e confirmação bioquímica da hipersecreção, mas não localizam o tumor com precisão. Já testes de supressão avaliam o eixo hormonal, e não o microadenoma em si. PET-CT e SPECT podem ter papel em cenários específicos, mas não são os campeões de sensibilidade para microadenoma hipofisário produtor de ACTH. Por isso, o gabarito B está correto: RMN com sequências de alta resolução e contraste com gadolínio é o melhor método diagnóstico entre os citados para detectar esse tipo de microlesão hipofisária.