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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo masculino, 72 anos de idade, em tratamento há seis meses devido a um carcinoma de pulmão, relata que há três meses apresenta dores de moderada intensidade próximo ao joelho esquerdo ao deambular. O exame por imagens, apresenta lesão mista, ocupando 20% do diâmetro do osso ao nível da região supra condiliana do fêmur. Para o tratamento desse paciente, segundo os critérios de Mirels, a pontuação atingida por esse paciente e a conduta ortopédica quanto à necessidade ou não de estabilizar profilaticamente esse fêmur são:

Gabarito: B

O escore de Mirels é usado para estimar o risco de fratura patológica em metástases ósseas e decidir se vale a pena fazer uma fixação profilática antes de o osso quebrar. Ele soma 4 itens: local da lesão, tipo de dor, padrão radiográfico da lesão e tamanho da lesão no osso. É aquele cálculo simples que parece inocente, mas salva o ortopedista de uma fratura anunciada. Neste caso, a lesão está no membro inferior, então recebe 2 pontos; a dor é moderada, então mais 2; a lesão é mista, mais 2; e ocupa 20% do diâmetro do osso, ou seja, menos de 1/3, o que vale 1 ponto. Somando tudo, voce chega a 7 pontos. Pelo critério de Mirels, escores menores que 8 sugerem apenas observação e tratamento clínico da lesão metastática, enquanto escores iguais ou acima de 9 indicam estabilização profilática. O intervalo 8 costuma ser zona cinzenta, em que a decisão depende do contexto clínico, mas não é o caso aqui. Assim, o gabarito B está correto: 7 pontos, somente observar. O detalhe que mais derruba é superestimar o tamanho da lesão ou achar que toda metástase dolorosa já merece cirurgia preventiva.

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