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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

O radiotraçador de escolha, entre os listados abaixo, para investigação de metástases em um paciente com tumor carcinoide do tubo digestivo é o

Gabarito: D

Os tumores carcinoides do tubo digestivo, hoje enquadrados entre as neoplasias neuroendócrinas, costumam expressar receptores de somatostatina na superfície celular. Por isso, a investigação de extensão e metástases ficou muito melhor com radiotraçadores que se ligam a esses receptores, em vez de exames mais antigos e menos específicos. O ponto-chave aqui é simples: se o tumor “gosta” de receptor de somatostatina, você procura o tumor com um análogo de somatostatina marcado, e não com traçadores usados para outras finalidades. Entre as opções, o 68-Gálio-dotatoc é o clássico PET para esse cenário, porque tem alta sensibilidade para lesões neuroendócrinas bem diferenciadas e costuma detectar doença metastática com ótima resolução. Na prática, ele é muito usado para estadiamento e reestadiamento de tumores carcinoides e outros tumores neuroendócrinos, justamente por explorar a biologia do tumor. É aquele tipo de prova em que a banca quer saber se você reconhece a “assinatura” do tumor, não só o nome do exame. Os outros traçadores da lista pertencem a contextos diferentes: alguns são mais antigos, outros servem para tireoide, tumores de origem simpática ou avaliação de perfusão/viabilidade. Então, para metástases de carcinoide intestinal, o raciocínio correto é escolher um marcador de receptores de somatostatina. Isso explica por que o gabarito D está certo.

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