← Questões de Medicina

Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Ultrassonografia evidencia um feto com 26 semanas com ascite, derrame pleural, edema de tecido celular subcutâneo e polidrâmnio. Não foram encontrados sinais de anemia fetal grave ao Doppler da artéria cerebral média. Tem que fazer parte da propedêutica, nesse caso:

Gabarito: E

O quadro descreve hidropisia fetal não imune: ascite, derrame pleural, edema subcutâneo e polidrâmnio em um feto de 26 semanas. Quando a doppler da artéria cerebral média não sugere anemia grave, você precisa pensar além de hemólise e procurar as causas fetais e maternas mais comuns, especialmente infecção congênita e cardiopatia estrutural. É o tipo de caso em que o feto parece estar “inchado por dentro e por fora”, e a investigação tem de ser ampla, não só hematológica. A propedêutica, nesse cenário, deve incluir ecocardiografia fetal, porque malformações cardíacas e arritmias são causas frequentes de hidropisia não imune. Também deve incluir pesquisa de infecções maternas, sobretudo aquelas do grupo TORCH e outras relacionadas a hidropisia fetal, como parvovírus B19, CMV, sífilis e toxoplasmose, conforme a suspeita clínica e o protocolo local. Por isso o gabarito é a letra E: ecocardiografia fetal e pesquisa de infecções maternas. A lógica é simples: se não há sinal de anemia fetal grave no doppler da cerebral média, você não fica preso à hipótese de anemia e deve ampliar a investigação para as principais causas de hidropisia não imune. Em concursos, lembre que cordocentese e hematócrito fetal ficam mais ligados à suspeita de anemia; já biópsia de vilo corial não entra como exame de rotina nessa fase, e diabetes gestacional ou cariótipo podem ser úteis em situações selecionadas, mas não resumem a propedêutica inicial mais clássica do caso.

Continue treinando

Questões relacionadas