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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

A indicação de opioides para pacientes com dor crônica benigna não deve sofrer interferência no seguinte caso:

Gabarito: D

Na dor crônica benigna, a decisão de usar opioides não pode ser feita no modo “olho no susto”. Você precisa pesar benefício analgésico, melhora funcional, risco de abuso e necessidade de seguimento rigoroso. O objetivo não é apenas “tirar a dor”, mas melhorar a vida do paciente com segurança. A grande sacada desta questão é que a dependência física pode surgir rápido com opioides, mas isso é um efeito farmacológico esperado, não um motivo isolado para impedir a indicação quando há real necessidade clínica. Em outras palavras: o corpo se adapta, mas isso não significa automaticamente adição nem abuso. Já sinais como adição com busca de drogas, falta de melhora funcional, dependência da equipe de saúde e impedimento laboral merecem muita atenção, porque podem indicar uso inadequado, baixa resposta terapêutica ou prejuízo relevante do tratamento. Nesses cenários, a prescrição deve ser reavaliada com cuidado, e muitas vezes a estratégia precisa ser revista. Esse raciocínio é coerente com a doutrina de analgesia racional e com diretrizes de manejo da dor crônica, que valorizam avaliação contínua de risco-benefício. Então, o gabarito é a letra D: dependência física rápida, por si só, não deve interferir na indicação do opioide.

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