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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente masculino, 40 anos, história de craniotomia para drenagem de hematoma subdural há 5 anos, portador de fístula arteriovenosa dural (FAVD) intracraniana. O seguinte fator prognóstico está mais associado ao risco de hemorragia:

Gabarito: E

A fístula arteriovenosa dural (FAVD) intracraniana é uma comunicação anormal entre artérias meníngeas e seios venosos ou veias durais. O ponto-chave, para prova, é lembrar que o risco de hemorragia depende muito mais do comportamento da drenagem venosa do que do calibre da artéria nutridora ou de detalhes “anatômicos bonitinhos” da lesão. Quando há drenagem venosa retrógrada, o sangue passa a escoar no sentido errado, aumentando a pressão nas veias e favorecendo congestão venosa, isquemia e ruptura. É justamente esse refluxo venoso, especialmente quando há refluxo cortical, que se associa de forma mais forte ao risco de sangramento e a pior prognóstico. Em outras palavras: o problema não é só a fístula existir, mas como ela drena. Esse raciocínio é o mesmo usado na classificação angiográfica das FAVD, como a classificação de Cognard e a de Borden, em que a presença de drenagem venosa cortical/retrógrada indica maior agressividade da lesão. Por isso, a banca costuma cobrar o padrão de drenagem como fator prognóstico mais importante para hemorragia. Assim, o gabarito é a alternativa E: o nível de drenagem venosa retrógrada é o fator mais associado ao risco de hemorragia. É a “estrada de volta” do sangue que transforma a lesão em uma armadilha vascular.

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