Em crianças submetidas a cirurgias emetogênicas, o único anestésico com propriedades eficazes para combater esse efeito é o
- A)N2O.
Errada: o N2O está associado a maior incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório, não ao controle desse efeito.
- B)isoflurano.
Errada: o isoflurano não é o anestésico com ação antiemética típica; os inalatórios, em geral, podem favorecer emese.
- C)desflurano.
Errada: o desflurano também pode aumentar náuseas e vômitos, especialmente em pacientes mais suscetíveis.
- D)ketamina.
Errada: a ketamina não é conhecida como a opção mais eficaz para combater vômitos em cirurgias emetogênicas.
- E)propofol.
Certa: o propofol tem reconhecida ação antiemética e reduz náuseas e vômitos no pós-operatório.
Gabarito: E
Em cirurgias emetogênicas, o grande vilão do pós-operatório é o vômito, e em criança isso incomoda muito mais do que parece: atrasa recuperação, aumenta desconforto e pode até dificultar a alimentação e a alta. Entre os anestésicos, quem tem efeito antiemético bem conhecido é o propofol, que reduz de forma clara náuseas e vômitos no pós-operatório, por isso ele é o favorito quando o objetivo é controlar esse problema. Os anestésicos inalatórios, como isoflurano e desflurano, costumam fazer o oposto do que a questão procura: eles podem aumentar a chance de náuseas e vômitos, especialmente em pacientes pediátricos e em cirurgias com maior risco emetogênico. O N2O também é famoso por piorar esse cenário. A ketamina não é o anestésico lembrado por esse efeito antiemético. Ela tem outros usos e vantagens, mas não é a droga clássica para combater náusea e vômito no pós-operatório. Por isso, o gabarito é o propofol. Em prova, lembre da associação prática: propofol tende a “acalmar” o estômago, enquanto vários agentes inalatórios tendem a irritá-lo.