O principal marcador molecular associado a um melhor prognóstico em gliomas de baixo grau é
- A)deleção no gene Ki-67.
Errada: Ki-67 é um marcador de proliferação celular, mas deleção no gene Ki-67 não é o principal marcador prognóstico em gliomas de baixo grau.
- B)mutação IDH1.
Certa: a mutação IDH1 está classicamente associada a melhor prognóstico em gliomas difusos de baixo grau.
- C)amplificação do gene VEGF.
Errada: VEGF se relaciona com angiogênese e agressividade tumoral, não com melhor prognóstico como marcador principal.
- D)mutação no gene VTOR.
Errada: VTOR não é o marcador molecular clássico usado para prognóstico em gliomas de baixo grau.
- E)mutação no gene BDNF.
Errada: BDNF não é o marcador molecular principal associado ao melhor prognóstico em gliomas de baixo grau.
Gabarito: B
Em gliomas de baixo grau, o marcador molecular mais associado a melhor prognóstico é a mutação em IDH1. Na prática, quando o tumor é IDH-mutado, ele costuma se comportar de forma menos agressiva do que os gliomas IDH selvagem, com evolução mais lenta e maior sobrevida. É um daqueles achados que mudaram a neurologia oncológica de verdade, porque hoje a biologia do tumor pesa tanto quanto a aparência no microscópio. O raciocínio é simples: a mutação IDH1 está ligada a uma via tumoral menos agressiva e faz parte da classificação atual dos gliomas, tendo valor prognóstico e também diagnóstico. Por isso, em gliomas difusos, encontrar IDH mutado geralmente aponta para um perfil de melhor desfecho em comparação com tumores sem essa mutação. As outras alternativas tentam confundir com genes que até aparecem em oncologia, mas não são o principal marcador de bom prognóstico em gliomas de baixo grau. Ki-67 é um índice de proliferação, VEGF se relaciona com angiogênese, e BDNF ou VTOR não são os marcadores clássicos cobrados nesse contexto. Em prova, se surgir glioma de baixo grau e prognóstico, pense primeiro em IDH. Esse entendimento está alinhado com a classificação da OMS para tumores do SNC, que incorporou a importância dos marcadores moleculares, especialmente IDH, na definição e estratificação prognóstica dos gliomas.