As citogenéticas da mola hidatiforme completa e da mola hidatiforme parcial são, respectivamente,
- A)diploide e triploide.
Correta, porque a mola completa é tipicamente diploide e a mola parcial é tipicamente triploide.
- B)monoploide e diploide.
Errada, porque mola completa não é monoploide e mola parcial não é diploide.
- C)triploide e monoploide.
Errada, porque a ordem está invertida e a mola completa não é triploide no padrão clássico.
- D)diploide e monoploide.
Errada, porque a mola parcial não é monoploide; o padrão dela é triploide.
- E)triploide e diploide.
Errada, porque a mola completa não é triploide e a parcial não é diploide.
Gabarito: A
Na mola hidatiforme completa, o material genético costuma ser diploide, geralmente de origem exclusivamente paterna, porque o óvulo foi “aproveitado” sem o núcleo materno funcionar de forma adequada. Já na mola parcial, o padrão clássico é triploide, com um jogo extra de cromossomos, em geral por fecundação de um óvulo normal por dois espermatozoides ou por um espermatozoide diploide. Na prática, isso ajuda a lembrar que a mola completa tende a ter cariótipo 46,XX ou 46,XY de origem androgênica, enquanto a parcial costuma ser 69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY. É aquele detalhe que a banca adora: não basta saber que é “mola”, tem que saber quem tem quantos cromossomos na festa. O gabarito A está correto porque associa corretamente mola completa a diploide e mola parcial a triploide. Esse é o padrão clássico cobrado em Ginecologia e Obstetrícia, especialmente em provas de residência e concurso. Como reforço teórico, a distinção citogenética também ajuda a entender a clínica e a patologia: a mola completa costuma ter vilosidades edemaciadas difusas e maior risco de evolução maligna, enquanto a parcial apresenta alterações mais focais e costuma ser menos exuberante.