O nervo craniano que pode mais frequentemente ser afetado em tumores cerebelares, entre os citados, é o nervo
- A)olfatório (I).
O olfatório (I) não é o nervo mais relacionado a tumores cerebelares, sendo mais lembrado em lesões da base frontal e da fossa anterior.
- B)óptico (II).
O óptico (II) se relaciona mais com lesões do quiasma, sela túrcica e via visual, não sendo a associação típica de tumores cerebelares.
- C)abducente (VI).
O abducente (VI) é o mais frequentemente afetado, pois é muito vulnerável ao aumento da pressão intracraniana e ao efeito de massa em tumores da fossa posterior.
- D)vestibulococlear (VIII).
O vestibulococlear (VIII) pode ser acometido em lesões do ângulo cerebelopontino, mas não é o mais frequente em tumores cerebelares de forma geral.
- E)hipoglosso (XII).
O hipoglosso (XII) é mais lembrado em lesões bulbares e da região do canal hipoglosso, não em tumores cerebelares típicos.
Gabarito: C
Em tumores cerebelares, o nervo craniano que costuma sofrer mais frequentemente é o abducente, o VI par. Isso acontece porque ele tem um trajeto intracraniano longo e é muito sensível ao aumento da pressão intracraniana, que pode ocorrer com lesões expansivas na fossa posterior. Quando a pressão sobe, o VI nervo é um dos primeiros a “reclamar” com paresia do reto lateral e diplopia horizontal. Na prática, o paciente pode apresentar visão dupla, sobretudo ao olhar para o lado, porque o olho afetado não abduz direito. Em tumores cerebelares, esse achado é clássico justamente por ser um nervo vulnerável ao efeito de massa e ao deslocamento de estruturas na base do crânio. Não é uma questão de o tumor “nascer encostando” no nervo, mas de compressão e tração secundárias ao aumento da pressão e ao comprometimento da fossa posterior. O nervo vestibulococlear também pode ser lembrado em lesões da região cerebelopontina, mas isso é outra história. Aqui a banca quer o nervo mais frequentemente afetado em tumores cerebelares entre as alternativas, e o VI leva vantagem porque sofre muito com hipertensão intracraniana. Em termos de prova, pense: tumor de fossa posterior, primeiro suspeite de nervos que sofrem com pressão e deslocamento. Então, o gabarito é a letra C, porque o nervo abducente é o mais frequentemente acometido nesse cenário. É uma associação clássica da neurologia clínica: aumento da pressão intracraniana e paresia do VI nervo andam de mãos dadas.