A evidência clínica da insuficiência cardíaca inclui diversos sintomas, mas a fração de ejeção ventricular esquerda significativamente reduzida parece ser um fator de risco independente para resultados perioperatórios adversos e para mortalidade em longo prazo. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo que parece ser um fator de risco independente é a menor que
- A)42%.
Errada: 42% indica disfunção leve a moderada, mas não é o ponto de corte clássico de alto risco independente cobrado aqui.
- B)40%.
Errada: 40% é um valor muito lembrado em cardiologia, porém nesta questão o limiar de maior risco é mais baixo.
- C)33%.
Errada: 33% já sugere comprometimento importante, mas ainda não é o corte exato associado ao risco independente citado no enunciado.
- D)30%.
Certa: fração de ejeção menor que 30% é o ponto de corte clássico associado a maior risco perioperatório e mortalidade em longo prazo.
- E)22%.
Errada: 22% representa disfunção grave, mas a questão pede o valor de referência consagrado como fator de risco independente.
Gabarito: D
Na insuficiência cardíaca, não basta olhar só para os sintomas: a fração de ejeção do ventrículo esquerdo ajuda a medir o quanto o coração está realmente falhando na função de bomba. Quanto menor a fração de ejeção, maior o risco de descompensação, complicações perioperatórias e pior prognóstico em longo prazo. Em termos práticos, existe um ponto de corte clássico em que o risco passa a ficar bem mais preocupante. A questão está cobrando justamente esse limiar: uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo menor que 30% é considerada fator de risco independente para resultados perioperatórios adversos e para mortalidade em longo prazo. Ou seja, não é qualquer redução leve ou moderada que entra nesse patamar de maior risco; é a redução importante, marcada. Pense assim: o ventrículo esquerdo fica com pouca força de ejeção, o sangue circula pior e, em situações de estresse como cirurgia, o organismo tem menos reserva para compensar. Por isso, o paciente com FE muito baixa merece avaliação cuidadosa, otimização clínica e planejamento perioperatório mais atento. Então, o gabarito é a letra D porque a fração de ejeção abaixo de 30% é o valor associado a risco independente aumentado. É aquele número que costuma aparecer como divisor de águas em provas, então vale guardar com carinho de plantão.