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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

A evidência clínica da insuficiência cardíaca inclui diversos sintomas, mas a fração de ejeção ventricular esquerda significativamente reduzida parece ser um fator de risco independente para resultados perioperatórios adversos e para mortalidade em longo prazo. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo que parece ser um fator de risco independente é a menor que

Gabarito: D

Na insuficiência cardíaca, não basta olhar só para os sintomas: a fração de ejeção do ventrículo esquerdo ajuda a medir o quanto o coração está realmente falhando na função de bomba. Quanto menor a fração de ejeção, maior o risco de descompensação, complicações perioperatórias e pior prognóstico em longo prazo. Em termos práticos, existe um ponto de corte clássico em que o risco passa a ficar bem mais preocupante. A questão está cobrando justamente esse limiar: uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo menor que 30% é considerada fator de risco independente para resultados perioperatórios adversos e para mortalidade em longo prazo. Ou seja, não é qualquer redução leve ou moderada que entra nesse patamar de maior risco; é a redução importante, marcada. Pense assim: o ventrículo esquerdo fica com pouca força de ejeção, o sangue circula pior e, em situações de estresse como cirurgia, o organismo tem menos reserva para compensar. Por isso, o paciente com FE muito baixa merece avaliação cuidadosa, otimização clínica e planejamento perioperatório mais atento. Então, o gabarito é a letra D porque a fração de ejeção abaixo de 30% é o valor associado a risco independente aumentado. É aquele número que costuma aparecer como divisor de águas em provas, então vale guardar com carinho de plantão.

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