No caso confirmado de sarampo há três dias, que possui um contactante intradomiciliar de dois anos de idade que está imunossuprimido em decorrência de leucemia, a medida preventiva correta a ser tomada é:
- A)vacinar a criança suscetível e todos os contactantes, independentemente do estado vacinal anterior.
Errada: a criança imunossuprimida não deve receber vacina de vírus vivo, então não se vacina “todo mundo” sem olhar contraindicações.
- B)internar a criança em leito de isolamento para monitorização.
Errada: isolamento hospitalar não substitui profilaxia pós-exposição e não é a medida indicada para um contactante domiciliar assintomático.
- C)prescrever antibioticoprofilaxia a todos os contactantes.
Errada: sarampo é doença viral, então antibioticoprofilaxia não tem papel preventivo aqui.
- D)isolar a criança em casa e monitorizar os sinais vitais, não há necessidade de imunobiológico.
Errada: apenas observar em casa é insuficiente, porque há indicação de imunobiológico na exposição recente de contactante imunossuprimido.
- E)aplicar imunoglobulina venosa ou intramuscular na criança suscetível.
Certa: na exposição recente ao sarampo em criança imunossuprimida e suscetível, a profilaxia indicada é imunoglobulina, por via venosa ou intramuscular, conforme disponibilidade e protocolo.
Gabarito: E
O sarampo é altamente contagioso, então, quando aparece um caso confirmado, a corrida é contra o tempo. Para os contactantes suscetíveis, a profilaxia pós-exposição depende de quem foi exposto, do estado vacinal e do tempo desde o contato. Se a pessoa tem contraindicação para vacina de vírus vivo, como imunossupressão por leucemia, a conduta muda: você não deve aplicar a vacina tríplice viral, e sim usar imunoglobulina o mais cedo possível, idealmente até 6 dias após a exposição. Neste caso, o contactante intradomiciliar tem 2 anos e é imunossuprimido. Como o sarampo já foi confirmado há 3 dias, ainda está dentro da janela em que a imunoglobulina pode prevenir ou atenuar a doença. Por isso, o gabarito é a alternativa E: aplicar imunoglobulina venosa ou intramuscular na criança suscetível. A ideia é simples: vacina previne, mas não pode ser usada em quem está imunossuprimido. Já a imunoglobulina oferece anticorpos prontos, funcionando como uma ajuda imediata enquanto o organismo não pode responder bem. Em concurso, lembre do raciocínio de bloqueio pós-exposição do sarampo: vacina para quem pode receber, imunoglobulina para lactentes pequenos e imunossuprimidos, especialmente em contato domiciliar. Como referência doutrinária e normativa, as condutas seguem as recomendações do Programa Nacional de Imunizações e dos manuais de vigilância do Ministério da Saúde para profilaxia pós-exposição do sarampo.