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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente feminina, 45 anos de idade, com aumento progressivo de lesão nodular única com aproximadamente 5 cm de diâmetro na região da parotídea esquerda, há cerca de 3 anos. A massa não é aderida a planos profundos, tem consistência firme e é levemente compressível. O diagnóstico mais provável é

Gabarito: B

As massas da parótida costumam assustar, mas o raciocínio clínico ajuda bastante: em geral, lesão única, de crescimento lento, firme, móvel e sem aderência a planos profundos sugere tumor benigno de glândula salivar. O quadro descrito na questão - mulher de meia-idade, aumento progressivo há anos, nódulo de cerca de 5 cm, firme e levemente compressível - aponta para um tumor benigno clássico da parótida. O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais comum das glândulas salivares, especialmente na parótida. Ele cresce devagar, costuma ser indolor, bem delimitado e móvel, podendo atingir tamanho considerável antes de causar preocupação. O nome “pleomórfico” existe porque o tumor tem mistura de componentes epiteliais e mioepiteliais, o que explica sua variedade histológica, mas na prática da prova o que importa é o perfil clínico de nódulo benigno, lento e expansivo. Já tumores como o carcinoma adenoide cístico tendem a ter comportamento mais agressivo, com dor, invasão de nervos e fixação aos planos profundos, o que não combina com o caso. O tumor de Warthin aparece mais em homens, fumantes, e muitas vezes é cístico e flutuante, outro cenário diferente. Oncocitoma e cistoadenoma são bem menos frequentes e não são o padrão mais cobrado quando a banca descreve uma massa parotídea lenta, firme e móvel. Na prática de prova, pense assim: parótida + crescimento lento + massa bem delimitada + sem sinais de invasão = tumor benigno, e o campeão das questões é o adenoma pleomórfico. A FGV adora esse retrato clássico, então vale reconhecer o “desenho” clínico antes de sair caçando raridades.

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