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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

A aferição da concentração inspirada de oxigênio em pacientes que recebem anestesia geral é mandatória e muito útil para evitar a administração inadvertida de uma mistura de gases hipóxicos. Essa aferição, entretanto, não é garantia de

Gabarito: C

Na anestesia geral, medir a FiO2 inspirada é obrigatório porque ajuda a evitar que o paciente receba uma mistura de gases pobre em oxigênio. Isso é uma segurança básica do circuito anestésico: você confere o que está entrando, mas isso não diz tudo sobre o que está acontecendo no organismo. Em outras palavras, saber a concentração inspirada é importante, mas não transforma automaticamente o paciente em um submarino oxigenado por dentro. O ponto central da questão é que a aferição da concentração inspirada de oxigênio não garante oxigenação arterial adequada. A oxigenação do sangue depende também de ventilação alveolar, relação ventilação/perfusão, presença de shunt, função pulmonar e até da hemodinâmica. Então, mesmo com FiO2 adequada, a PaO2 e a SaO2 podem estar ruins por problemas de troca gasosa. Por isso, parâmetros como capnometria e análise da ventilação mostram se o CO2 está sendo eliminado de forma satisfatória, mas também não substituem a avaliação da oxigenação. De modo parecido, um volume minuto adequado não garante sozinho boa oxigenação, porque ventilação sem troca gasosa eficiente não resolve tudo. A banca gosta dessa diferença entre "o que entra" e "o que realmente chega ao sangue". Logo, o gabarito é a alternativa C: a medida da concentração inspirada de oxigênio não assegura oxigenação arterial adequada. Esse é o raciocínio clássico em anestesiologia: monitorar FiO2 é necessário, mas a oxigenação arterial depende de mais variáveis do que apenas a fração inspirada de oxigênio.

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