Assinale o teste laboratorial atualmente considerado padrão-ouro para o diagnóstico do infarto agudo do miocárdio.
- A)Troponinas de alta sensibilidade.
Correta: troponinas de alta sensibilidade são o marcador laboratorial de escolha para diagnóstico de IAM atualmente.
- B)Peptídeo Natriurético tipo B (BNP).
Errada: BNP é usado principalmente na avaliação de insuficiência cardíaca, não como marcador padrão de infarto.
- C)CKMB massa.
Errada: CK-MB pode ajudar em alguns cenários específicos, mas não é o padrão-ouro atual para IAM.
- D)Mioglobina.
Errada: mioglobina sobe cedo, porém é pouco específica e foi superada pela troponina.
- E)Aspartato aminotransferase (AST) e desidrogenase láctica (DHL).
Errada: AST e DHL são marcadores antigos e inespecíficos, hoje sem papel principal no diagnóstico de IAM.
Gabarito: A
No infarto agudo do miocárdio, o exame laboratorial que mais ajuda hoje é a troponina, especialmente a troponina de alta sensibilidade. Ela sobe cedo, é mais específica para lesão do músculo cardíaco e virou o principal marcador na prática atual, substituindo exames mais antigos e menos precisos. Na vida real, o diagnóstico não depende só do laboratório: a clínica e o eletrocardiograma continuam mandando muito. Mas, quando a pergunta fala em padrão-ouro laboratorial, a banca quer a troponina de alta sensibilidade, porque ela detecta pequenas lesões miocárdicas com melhor desempenho do que CK-MB, mioglobina ou enzimas antigas. CK-MB, mioglobina, AST e DHL já tiveram seu momento histórico, mas hoje ficaram para trás. O BNP, por sua vez, é marcador de insuficiência cardíaca e sobrecarga de parede, não de necrose miocárdica. Ou seja: para IAM, pense em troponina; para insuficiência cardíaca, pense em BNP. Em resumo, a troponina de alta sensibilidade é a melhor escolha porque une sensibilidade alta, especificidade boa e utilidade clínica atual. Em prova, quando aparecerem marcadores “clássicos” misturados com troponina, a tendência é a troponina levar a medalha.