Um paciente completou o tratamento de um linfoma de Hodgkin. Seu médico assistente solicitou um exame de PET-CT com 18F-FDG ao final do tratamento e o exame foi negativo. A partir destas informações assinale a afirmativa correta.
- A)O paciente tem um excelente prognóstico no acompanhamento após o tratamento.
Certa: um PET-CT final negativo no linfoma de Hodgkin indica resposta metabólica completa e se associa a excelente prognóstico.
- B)O paciente tem risco elevado de recidiva e deve ser encaminhado para transplante de medula óssea.
Errada: transplante de medula óssea é considerado em doença refratária ou recidivada, não quando o PET final é negativo.
- C)O PET-CT não deve ser usado ao término do tratamento dos linfomas pois está associado a altas taxas de falsos positivos.
Errada: o PET-CT é amplamente usado ao término do tratamento para avaliação de resposta no linfoma de Hodgkin.
- D)Todo achado, mesmo negativo, do PET-CT deve ser confirmado por biópsia e não podemos afirmar nada sobre o prognóstico do paciente.
Errada: resultado negativo não precisa ser confirmado por biópsia, e ele já permite inferir bom prognóstico.
- E)Os pacientes com linfoma de Hodgkin devem realizar PET-CT com 68Gálio-dotatoc, pois este é mais específico para neoplasia viável que o 18F-FDG.
Errada: 68Ga-dotatoc é exame relacionado principalmente a tumores neuroendócrinos, não é o padrão para linfoma de Hodgkin.
Gabarito: A
No linfoma de Hodgkin, o PET-CT com 18F-FDG ao final do tratamento é muito útil para avaliar resposta metabólica. Se o exame vem negativo, isso sugere ausência de doença ativa detectável, o que costuma se associar a excelente prognóstico e menor risco de recaída. Em outras palavras: o PET “apagado” no fim da linha é uma ótima notícia, porque indica remissão metabólica completa na maioria dos casos. Isso não quer dizer que o paciente está “curado para sempre”, porque ainda existe necessidade de seguimento clínico e oncológico. Mas, entre as alternativas, a leitura correta é justamente a de que um PET-CT final negativo aponta para um desfecho favorável. Na prática oncológica, o PET-CT tem papel consolidado no linfoma de Hodgkin, especialmente na avaliação de resposta ao tratamento, e não fica restrito só a suspeita de recidiva. As demais opções tentam confundir com ideias comuns de prova: a necessidade de transplante é reservada a casos refratários ou recaídos, não a quem terminou tratamento com boa resposta; dizer que o PET não deve ser usado ao final do tratamento está errado; e não faz sentido exigir biópsia para todo resultado negativo. Quanto ao 68Ga-dotatoc, ele é ligado a tumores neuroendócrinos, não ao linfoma de Hodgkin. Portanto, o gabarito A está correto porque PET-CT final negativo = resposta favorável e excelente prognóstico.