Um adulto jovem sofreu acidente com traumatismo cranioencefálico leve. Para definir se haveria necessidade de realizar tomografia computadorizada de crânio, o plantonista da emergência baseouse na seguinte ferramenta de decisão clínica:
- A)Patient-Reported Outcome Measures (PROMs).
Errada, porque PROMs são medidas de desfechos relatados pelo próprio paciente e não servem para decidir tomografia em trauma craniano agudo.
- B)Critérios de Nova Orleans (New Orleans Criteria).
Certa, porque os Critérios de Nova Orleans são uma ferramenta validada para indicar tomografia de crânio em adulto com TCE leve.
- C)Escala Expandida do Estado de Incapacidade.
Errada, porque a Escala Expandida do Estado de Incapacidade é usada para avaliar incapacidade funcional, não para decisão de TC no trauma.
- D)Escala de Classificação Verbal.
Errada, porque a Escala de Classificação Verbal faz parte da avaliação da consciência, como em escalas de coma, e não define necessidade de tomografia isoladamente.
- E)IMMPACT Recommendations.
Errada, porque IMMPACT traz recomendações sobre desfechos em dor crônica e pesquisa clínica, não sobre conduta em TCE leve.
Gabarito: B
Em trauma cranioencefálico leve, nem todo mundo precisa sair da emergência com uma tomografia na mão. A decisão depende de critérios clínicos validados, para evitar tanto exames desnecessários quanto deixar passar uma lesão importante. Aqui entram regras como os Critérios de Nova Orleans e, em outra linha de raciocínio, a Canadian CT Head Rule. Entre elas, os Critérios de Nova Orleans são clássicos para adulto com TCE leve e ajudam a indicar TC quando há achados que aumentam o risco de lesão intracraniana, como cefaleia, vômitos, idade avançada, intoxicação, amnésia anterógrada, convulsão, trauma acima da clavícula e déficit neurológico. Na prática, é a famosa pergunta: 'esse paciente merece imagem ou pode ir embora com segurança?'