São critérios clínicos que aumentam a suspeita de malignidade em casos de derrame papilar da mama:
- A)bilateral, sexo masculino e multiductal.
Errada, porque bilateralidade e multiductalidade costumam sugerir causa benigna, não um padrão típico de malignidade.
- B)hemorrágico, uniductal e unilateral.
Certa, pois secreção hemorrágica, unilateral e uniductal é um conjunto clássico de suspeita para lesão maligna.
- C)unilateral, multiductal e paciente idosa.
Errada, porque a idade idosa aumenta a suspeita, mas a condição multiductal reduz a característica de alerta para câncer.
- D)bilateral, uniductal e espontâneo.
Errada, porque bilateralidade aponta mais para causas benignas, embora o caráter espontâneo mereça atenção.
- E)unilateral, sanguinolento e multiductal.
Errada, porque o aspecto sanguinolento preocupa, mas a multiductalidade foge do padrão mais sugestivo de malignidade, que costuma ser uniductal.
Gabarito: B
O derrame papilar da mama pode ser fisiológico ou sinal de alerta, e a dica é olhar o “perfil” da secreção, não só a existência dela. Em geral, secreção que sai sozinha, de um único ducto, de uma mama só, especialmente se for sanguinolenta ou serossanguinolenta, chama mais atenção para neoplasia. Já secreções bilaterais, de vários ductos e relacionadas à expressão costumam apontar mais para causas benignas, como alterações hormonais ou ductais. Na prática, o que mais aumenta a suspeita de malignidade é o conjunto: unilateral, uniductal, espontâneo e com aspecto hemorrágico. Idade mais avançada também pesa contra benignidade. Se houver nódulo associado, retração mamilar ou alteração cutânea, o sinal de alerta fica ainda mais forte. Por isso, a alternativa B está correta: hemorragico, uniductal e unilateral são três características clássicas de maior risco. É a secreção que faz a banca levantar a sobrancelha e dizer: “isso aqui merece investigação de verdade”. Como regra de prova, guarde a lógica do “menos ductos, mais risco; mais sangue, mais risco; mais unilateralidade, mais risco”. O raciocínio é bem alinhado ao ensino clássico de mastologia e à prática clínica: secreção papilar unilateral, espontânea e sanguinolenta sempre pede investigação direcionada.